Falha na gestão determina excesso de buracos nas vias de Campo Grande


O excesso de buracos nas ruas de Campo Grande foi pauta central da entrevista do presidente da Câmara Municipal, vereador Papy, ao programa Jornal da Hora (Rádio Hora FM 92.3), conduzido pelo jornalista Arthur Mário nesta quinta-feira (15/10). Durante a conversa, o presidente demonstrou insatisfação e responsabilizou a gestão municipal pela situação crítica das vias da Capital.


Na oportunidade, o parlamentar também avaliou os desafios econômicos da administração pública, apresentou iniciativas voltadas à geração de emprego e destacou a relevância do projeto “Pronto Pró-Trabalho”, uma iniciativa de seu mandato que visa mapear os problemas da cidade para viabilizar soluções práticas.


Falha na gestão motiva cidade esburacada
Para o vereador, o problema atual da malha viária decorre de um erro estratégico cometido durante estiagem de 2005, quando houve uma falha na definição de prioridades da cidade. “É claro que Campo Grande tem um problema gravíssimo de ordem orçamentário (…) no ano passado na estiagem de 2025 tivemos um descuido, onde o município deixou de colocar todo recurso na SISEP (Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos) para pagar outras despesas, imaginando que conseguiria conduzir a questão da manutenção das vias da cidade antes das chuvas. Foi uma decisão mal tomada traz consequências grave e até, muitas vezes irreversivel”, explicou Papy.


Empréstimos e a separação entre investimento e custeio
Ao ser questionado sobre a autorização concedida pela Câmara para a prefeitura buscar recursos junto à Caixa Econômica Federal — focados em obras de pavimentação e drenagem —, Papy esclareceu que o Legislativo atua de forma estratégica para viabilizar melhorias de grande porte.


O parlamentar explicou que o orçamento público segue regras rígidas de separação de verbas: Verbas de Investimento, significa recursos captados por meio de financiamentos (como os voltados à asfalto e drenagem) são “carimbados” e vinculados a projetos executivos específicos, o que impede o desvio para despesas correntes. Já as verbas de custeio são o orçamento ordinário do município, responsável pela manutenção cotidiana (como folha de pagamento e serviços diários), lida com limitações e enxugamento de receitas. Segundo ele, isso gerou gargalos operacionais — a exemplo do acúmulo de buracos decorrente de planejamentos inadequados em anos anteriores.


Projeto “Pronto Pró-Trabalho” e qualificação profissional
Diante da alta demanda da população por oportunidades de emprego nos bairros, o vereador destacou o sucesso do projeto desenvolvido em parceria com o SENAI/MS. A iniciativa, que atua na região do Jardim Itamaracá, já capacitou milhares de moradores em cursos profissionalizantes de alta empregabilidade, como o de instalação e manutenção de aparelhos de ar-condicionado.


Para Papy, mesmo que a criação de vagas de trabalho não seja uma atribuição direta do Poder Legislativo, a parceria funciona como uma ferramenta essencial para “pensar fora da caixa” e devolver a autonomia financeira aos cidadãos.
A entrevista completa acompanhe abaixo.

Marcelo Nunes

Assista a entrevista completa na íntegra

Leia outras produções do Grupo Hora
Leia mais de Política

Impresso