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Para tornar essa análise mais racional e menos emotiva, trago aqui algumas razões que podem nos ajudar a fundamentar uma decisão mais assertiva do ponto de vista financeiro — não apenas para as nossas finanças pessoais, mas também para a vida daqueles que mais precisam. Vejamos, então, quais seriam as razões para optar por um candidato do espectro político de direita, em vez de uma proposta de esquerda.
1. Defender os direitos dos trabalhadores
O Brasil é um país com uma ampla legislação trabalhista, construída ao longo de décadas. Antes de discutir se esse conjunto de direitos é adequado ou não, ou de compará-lo com o de outras economias pujantes, é preciso lembrar que os direitos dos trabalhadores dependem, em grande medida, da existência de empregos formais e sustentáveis. Em um cenário no qual, segundo levantamentos de mercado e estimativas baseadas em relatórios do ecossistema empreendedor e do governo, quase 3 milhões de empresas fecharam em 2025, é importante questionar se o ambiente econômico oferece condições favoráveis à geração de empregos de qualidade, capazes de garantir os direitos dos trabalhadores e, ao mesmo tempo, proporcionar melhores condições de trabalho. Afinal, sem empresas em funcionamento, não há postos de trabalho a serem ocupados. O que temos observado nos últimos anos é o aumento da carga tributária e uma burocracia crescente, fatores que podem dificultar a atividade empresarial e comprometer a geração de empregos. Um ambiente econômico mais favorável à produção, ao investimento e ao empreendedorismo é fundamental para que as empresas prosperem e os trabalhadores tenham acesso a oportunidades melhores.
2. Defender os mais pobres
Quanto mais fraca e instável é a atividade econômica de um país, maior tende a ser a desconfiança dos investidores e daqueles que financiam sua dívida pública. Para honrar seus compromissos — como os salários dos servidores, as despesas com saúde e educação e os benefícios sociais —, o governo também recorre ao mercado para obter recursos por meio da emissão de títulos da dívida pública. Quando a atividade econômica perde força, a arrecadação pode ser prejudicada. Se, além disso, as despesas públicas não forem controladas e o governo gastar mais do que arrecada, será necessário recorrer a novos empréstimos para cobrir a diferença. É uma situação semelhante à de uma família cujas contas não fecham no fim do mês. O problema se agrava quando o governo não transmite confiança na condução de suas contas. Nesse cenário, os investidores podem exigir juros mais elevados para financiar a dívida pública, aumentando o custo do endividamento e pressionando ainda mais o orçamento. Para se ter uma ideia da dimensão desse problema, o governo pagou, em 2025, cerca de R$ 1 trilhão em juros da dívida pública, segundo o Banco Central, valor que corresponde às despesas federais com saúde e educação somadas. Não basta, portanto, defender os mais pobres no discurso. É preciso avaliar se as políticas adotadas produzem resultados concretos. Quando o governo concede um benefício com uma mão, mas contribui, por meio de uma gestão fiscal inadequada, para retirar poder de compra da população com a outra, o resultado pode ser frustrante para quem mais precisa. A falta de responsabilidade fiscal pode ampliar o endividamento, pressionar os juros e comprometer recursos que poderiam ser destinados à saúde, à educação, à infraestrutura e a tantos outros serviços essenciais. E quem mais sofre com a precariedade desses serviços é justamente quem não tem condições de pagar por alternativas privadas. É nesse contexto que a falta de medicamentos nos postos de saúde, a precariedade das escolas, as estradas em más condições e a ausência de serviços básicos pesam de maneira desproporcional sobre os mais pobres.
3. Favorecer o empreendedorismo
No Brasil, as micro e pequenas empresas representam a grande maioria dos negócios. Por trás delas, existem pessoas que enfrentam diariamente os desafios de administrar, vender, controlar as finanças e manter suas atividades funcionando. Esses empreendedores precisam de um ambiente de negócios que ofereça condições para produzir, investir e crescer, com menos burocracia e regras mais simples e previsíveis. Entretanto, quando a administração pública expande seus gastos sem o devido controle, os custos podem acabar recaindo sobre quem produz, seja por meio do aumento da carga tributária, seja pelos efeitos de uma inflação persistente. O resultado pode ser o comprometimento das margens de lucro, o aumento do endividamento e, em situações mais graves, o encerramento das atividades. Segundo dados da Serasa Experian, em 2025, 8,9 milhões de empresas estavam inadimplentes, acumulando uma dívida de R$ 213 bilhões. Esse cenário merece atenção. Quanto mais empresas enfrentam dificuldades financeiras, maior pode ser o impacto sobre os investimentos, a geração de empregos e a arrecadação de impostos. Forma-se, assim, um ciclo prejudicial à economia: empresas fragilizadas investem menos, contratam menos e tendem à fechar. Favorecer o empreendedorismo, portanto, não significa beneficiar apenas os empresários. Significa criar condições para que os negócios prosperem, os empregos sejam gerados e a economia ofereça mais oportunidades à população.
4. Controlar a inflação
A inflação é um dos fatores mais corrosivos para a saúde financeira de uma família. Muitas vezes, não percebemos seus efeitos imediatamente. Mas, quando nos damos conta, uma parcela significativa da nossa renda já perdeu poder de compra, e conseguimos levar menos produtos para casa com o mesmo dinheiro. Você provavelmente já foi ao supermercado e percebeu que algumas embalagens ficaram menores, enquanto os preços permaneceram iguais ou aumentaram. Essa é uma das formas pelas quais sentimos os efeitos da inflação no dia a dia: nosso dinheiro passa a comprar menos. Mas por que os preços sobem? A inflação tem diversas causas, e uma delas pode estar relacionada aos desequilíbrios das contas públicas. Quando o governo mantém gastos elevados sem uma fonte sustentável de financiamento, pode aumentar a pressão sobre a demanda, as expectativas de inflação e as condições financeiras do país. Dependendo das circunstâncias, esses fatores contribuem para a elevação dos preços. Quando os preços sobem, o dinheiro perde poder de compra. Assim, aumentos do salário mínimo ou dos benefícios sociais, por exemplo, são neutralizados pela inflação. Para dimensionar o problema fiscal, os números apresentados para agosto de 2026 apontam uma dívida pública equivalente a 82,85% do Produto Interno Bruto (PIB), totalizando R$ 11,1 trilhões. Esses valores reforçam a importância de discutir a trajetória do endividamento público, a qualidade dos gastos governamentais e a sustentabilidade das contas públicas. Uma economia saudável exige responsabilidade fiscal, estabilidade monetária e políticas que favoreçam a produtividade. Sem esses elementos, o crescimento econômico pode perder força, e a população acaba pagando parte da conta por meio da perda do poder de compra. Conclusão Por isso, virar a direita, significa o caminho para contas públicas ajustadas, ambiente propício ao desenvolvimento econômico e social, com um governo responsável, gastando menos do que se arrecada e com condições para cuidar de todos, dos que trabalham, dos que produzem e dos menos favorecidos. Um país cresce, quando as famílias crescem.
Que Deus nos abençoe. Que Deus abençoe o Brasil.
Empreendedor e especialista em gestão estratégica pela USP. Atua como conselheiro e palestrante na área de finanças pessoais à luz da Bíblia.
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