Omar Aukar projeta gestão focada em renovação do comércio e posiciona ACICG sobre o fim da escala 6×1

As demandas são intensas na Associação Comercial de Campo Grande, muito mais pela situação difícil da economia e também impactadas por propostas que determinam fortes debates nacional, como o fim da escala 6×1 e o advento da jornada de cinco horas/dia além da reforma tributária. Assim o presidente da Associação Comercial e Industrial (ACICG) Omar Aukar começou sua fala na entrevista concedida ao Jornal da Hora (Rádio Hora-FM 92.3) nesta sexta-feira (9/10).


Há cinco meses no comando da instituição (eleito em maio para o triênio 2026-2029), o dirigente ainda reforçou o compromisso com uma gestão mais aberta, participativa e alinhada às transformações do mercado regional, e ainda destacou propostas de modernização, descentralização do apoio aos empresários locais e avaliou o impacto de grandes pautas trabalhistas e econômicas no ecossistema de negócios da capital.


Durante o programa conduzido pelo jornalista Jackson Pereira, Omar Aukar teve como um dos pontos de maior relevância os impactos de propostas que visam ao fim da jornada de trabalho no modelo 6×1. Ressaltou ainda que, embora o bem-estar e a qualidade de vida do trabalhador sejam fundamentais, qualquer mudança drástica no regime de jornada precisa ser analisada com cautela técnico-econômica para evitar prejuízos à sustentabilidade das empresas — em especial dos pequenos e médios negócios do comércio local.


Para o dirigente, a alteração direta na escala pode elevar expressivamente os custos operacionais de setores operacionais do varejo e de serviços que dependem do funcionamento diário, correndo o risco de gerar repasse de preços ao consumidor ou até mesmo retrair a contratação formal. Diante disso, a entidade defende que reformas na legislação trabalhista prevejam prazos de transição flexíveis e diálogo aberto entre trabalhadores, entidades patronais e o setor público, garantindo que o equilíbrio financeiro das empresas seja preservado.


Crescimento do Comércio nos bairros é parte do progresso
Ao ser perguntado pelo âncora Jackson Pereira, sobre a quantidade de lojas fechadas e o consequente enfraquecimento do comércio na região central da Capital, o dirigente classificou que “a demora na obra de revitalização e modernização da Rua 14 de Julho, além da falta de estacionamentos são fatores que contribuíram para tal situação e o consequente desenvolvimento do comércio nos bairros de Campo Grande. Mas isso faz parte do processo do desenvolvimento”. Destacou ainda alto índice de compras pelo sistema online.


Mas segundo o dirigente, alternativas e novas propostas serão apresentadas em breve, entre as quais, destacou a uma proposta vinda de grupo empresarial estrangeiro que visa fazer parcerias e forte investimento no antigo centro de Campo Grande.
Na oportunidade também deu como exemplo alternativa criada pela Prefeitura Municipal e Associação Comercial da cidade de Curitiba. Segundo ele, “a prefeitura deu isenção de impostos para empresas que desenvolvessem o comércio na região central da cidade (…). É uma iniciativa que podemos implementar aqui. Para isso é preciso dialogar com setores públicos e desenvolver diversos diálogos”.

Renovação e Inclusão na Gestão
Na oportunidade, o presidente enfatizou a reestruturação da diretoria da ACICG para garantir maior representatividade interna, incentivando a entrada de mais jovens e mulheres nas posições estratégicas de tomada de decisão.
A competitividade e a Capacitação são iniciativas importantes. Para isso, defendeu a ampliação do suporte técnico e da capacitação profissional para auxiliar os comerciantes a lidarem com os desafios da inovação digital e da competitividade do mercado.
A articulação Institucional é outro foco da ACICG. Para isso continuará atuando como ponte entre o setor produtivo e os órgãos públicos na defesa de políticas que simplifiquem tributos e incentivem a infraestrutura e o desenvolvimento econômico local.

Por Marcelo Nunes
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