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O empresário e promotor de um dos maiores eventos culturais de Campo Grande, o Moto Road, o empresário José Lopes, diz que Campo Grande precisa de eventos que o caracterizam e destaca a falta de locais para grandes eventos na Capital de MS. Durante entrevista ao Jornal da Hora (Rádio Hora FM-92.3), nesta terça-feira (13/10), também relembrou sua trajetória à frente do festival considerado um dos maiores e mais tradicionais encontros de motociclistas da América do Sul.

Goiano de nascimento e campograndense de coração há 70 anos, Zé Lopes destacou como transformou Campo Grande em uma referência nacional e internacional para o motociclismo, além de apontar os desafios para impulsionar o setor de entretenimento na capital sul-mato-grossense.
A paixão pelas duas rodas levou Zé Lopes a fundar, no início dos anos 90, o primeiro motoclube da cidade, o Feras do Pantanal, criado na varanda de sua própria residência. Anos mais tarde, em 1998, ele deu vida ao projeto que marcaria a história do estado: a primeira edição do Moto Road, realizada na Rua 14 de Julho.
Sob sua liderança, o festival atingiu marcas históricas impressionantes, entre os quais: Público recorde: Chegou a atrair até 70.000 pessoas por edição no Parque de Exposições Laucídio Coelho. Lembrou ainda que o evento colocou o estado na rota internacional ao trazer celebridades de Hollywood ligadas à cultura das duas rodas, como o ator norte-americano Peter Fonda, além de nomes como Lorenzo Lamas e John Kay (Steppenwolf) .
Outra marca deixada pelo Moto Road, lembrado por Zé Alencar: “Nos fomos os pioneiros em motociatas. Foi em Campo Grande que nasceram as primeiras grandes motociatas do Brasil, reunindo cerca de 7.000 motos descendo a Avenida Afonso Pena”.
Entusiasmado com as lembranças e pelas pautas do programa, conduzido por Arthur Mário e participações do comentarista Carlos Araújo e Edson Indio, o empresário ainda disse que “O turismo de eventos é o caminho para o desenvolvimento em cidades como a nossa. Não temos praia, não temos rio ou morro; precisamos criar atrações que motivem as pessoas a virem para cá”, destacou Zé Lopes durante a entrevista.
O impacto econômico e o legado deixado
Durante os anos em que esteve ativo, o Moto Road movimentou fortemente a economia local, com hotéis lotados e um público qualificado que viajava milhares de quilômetros — inclusive de regiões distantes como o Nordeste — exclusivamente para participar do encontro.
Para o idealizador, o maior legado do evento vai muito além dos números: trata-se da rede de amizades duradouras construída entre motociclistas de todo o país e a consolidação de uma cultura de turismo de alta qualidade.
O futuro do Moto Road e reflexões sobre infraestrutura
Questionado sobre uma possível retomada do festival (cuja última edição ocorreu em 2017) , Zé Lopes garantiu que a marca, registrada sob sua empresa Top Brasil Promoções e Eventos , continua viva.
“A hora que aparecer um parceiro juntando-se comigo com algum investimento, é só falar para o Brasil que o Moto Road está reativado. Não tenho dúvida de que milhares de motos chegarão em Campo Grande”, afirmou.
Por Marcelo Nunes
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