
A segurança pública e a educação foram pautas intensas no debate realizado nesta segunda-feira (21/09), promovido pelo portal Midiamax e transmitido pelo Facebook da Rádio Hora. A segurança na fronteira e o investimento em inteligência policial foram temas centrais, enquanto a valorização dos profissionais da área unificou o discurso entre os oito candidatos participantes.
O governador Eduardo Riedel, que busca a reeleição, destacou os investimentos de sua gestão: “O governo investiu R$ 600 milhões na área. Compramos novos equipamentos e realizamos concursos para as forças policiais”. Riedel também chamou a atenção para o desafio estratégico representado pelos 1.365 quilômetros de fronteira de Mato Grosso do Sul.
Por outro lado, o candidato Lucien Rezende (PSOL) defendeu uma mudança estrutural na estratégia de segurança. Suas propostas incluem maior investimento em inteligência, o uso de câmeras nos uniformes dos policiais e a ampliação de delegacias especializadas, com foco no enfrentamento à violência contra as mulheres e ao feminicídio.
Os candidatos Fábio Trad (PT) e Jeferson Bezerra (Agir) convergiram na necessidade de valorizar os profissionais da segurança e reforçar a estrutura das delegacias para combater o avanço do crime organizado. Já Daniel Lemes (PCO) trouxe para o debate a situação da população indígena, relacionando a segurança pública aos conflitos agrários envolvendo comunidades tradicionais. Em suas considerações finais, Lemes também alertou para os altos índices de feminicídio no estado.
Valorização dos professores e propostas para a educação
Na bancada da educação, o candidato Fábio Trad (PT) foi enfático ao criticar o tratamento dado aos professores contratados. Ele afirmou que, se eleito, pretende universalizar o ensino em tempo integral e colocar Mato Grosso do Sul entre os três melhores estados no Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) do ensino médio. Trad criticou Eduardo Riedel por não cumprir o acordo de equiparação salarial entre professores contratados e concursados, afirmando que o atual Ideb do estado se equipara ao de regiões mais pobres do país.
Em resposta, o governador Eduardo Riedel justificou que enfrenta restrições impostas pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e a necessidade de manter o equilíbrio de caixa, embora tenha ressaltado que Mato Grosso do Sul paga um dos maiores salários da categoria no país. Riedel também citou a reforma de mais de 270 escolas e a realização de concurso público com 2 mil vagas.
O candidato João Henrique Catan também saiu em defesa dos professores e servidores públicos. Em suas considerações, criticou os cortes e a defasagem salarial da categoria estadual. Como proposta de valorização e eficiência, Catan defendeu a implementação de uma jornada de trabalho de 6 horas para os servidores públicos.
Por fim, o ex-senador e candidato pelo PRD, Delcídio do Amaral, focou suas propostas no fortalecimento da educação técnica e no uso estratégico da tecnologia. Segundo ele, é urgente atrelar o ensino à inovação tecnológica para que o estado não fique para trás, apontando o ensino técnico como o principal motor do desenvolvimento econômico
Por Marcelo Nunes
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