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Diálogo, busca por soluções e iniciativas de forte impacto para os profissionais da educação foram os principais destaques de Gilvano Bronzoni, presidente da ACP (Sindicato dos Profissionais da Educação Campo-grandense), durante entrevista concedida ao Jornal da Hora (Rádio Hora FM, 92.3) nesta quarta-feira.
Ao ser questionado pelo âncora JP Arakaki sobre as ações e conquistas da gestão em Campo Grande, Gilvano reforçou que a busca por melhores condições de trabalho e a valorização justa da categoria continuam sendo as bandeiras centrais do sindicato para garantir a excelência no ensino público.
Entre as conquistas salariais e democráticas, o presidente destacou que Campo Grande é a única capital brasileira onde 100% das escolas municipais realizam eleições diretas para diretores.
Às vésperas do Dia do Professor, Gilvano demonstrou entusiasmo ao falar sobre a inauguração da Casa do Professor, um espaço, com 20 leitos destinado a acolher docentes da ativa e aposentados em situação de vulnerabilidade ou necessidade. “É uma grande obra que nos orgulha. Temos que ter um olhar especial para profissionais que, muitas vezes, deram a vida pela educação. Portanto, é mais que justo termos um espaço reservado para essas pessoas”, afirmou. O referido espaço está localizado no Bairro Itanhangá Park, em Campo Grande e serpa inaugurado no próximo dia 30 de outubro.
Mostrando-se sempre aberto ao diálogo institucional, o presidente da ACP relatou manter uma boa relação tanto com o Executivo, liderado pela prefeita Adriane Lopes, quanto com a Câmara Municipal. Diante de problemas estruturais crônicos, como a falta de ar-condicionado nas salas de aula, ele apresentou uma proposta inovadora: solicitar que as sobras do duodécimo da Câmara Municipal sejam revertidas diretamente para essa climatização.
“Vamos conversar com o vereador Pappy para propor que a Câmara intermedeie a compra desses aparelhos. Geralmente, quando o Legislativo não gasta todo o recurso recebido, o montante é devolvido à administração municipal. Queremos dialogar com o Pappy e com a prefeita Adriane Lopes para que essa sobra carimbada vá direto para as escolas. Não dá para 35 ou 40 alunos estudarem em um ambiente de calor extremo. Nossa obrigação é mostrar caminhos para solucionar os problemas”, defendeu Gilvano.
Além da pauta remuneratória, a entrevista resgatou a necessidade de investimentos contínuos na estrutura física das unidades escolares e em programas de formação continuada. “A valorização da educação passa diretamente pelo respeito à carreira, por condições dignas de trabalho e pelo diálogo constante com a categoria e com a sociedade”, concluiu o líder sindical.
Por Marcelo Nunes
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