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Em meio a uma crise financeira, os impasses entre a Santa Casa de Campo Grande e o Governo Municipal e Estadual continuam, com o contrato firmado entre as partes tendo chegado ao fim em 31 de outubro deste ano. Para a renovação do convênio, o hospital pede o valor de R$45,9 milhões, com reajuste retroativo referente aos últimos dois anos.
Enquanto isso, o hospital alega estar “à beira de um colapso”, apresentando dificuldades para manter os atendimentos. O rombo, de acordo com a instituição, está diretamente ligado à defasagem da tabela do Sistema Único de Saúde (SUS) e da demanda crescente por atendimentos médicos.
Em entrevista para o Jornal da Hora, na manhã desta quarta-feira (12), a presidente da Santa Casa de Campo Grande, Dra. Alir Terra, ressaltou que mesmo com as cirurgias eletivas suspensas, o hospital ainda tem recebido pacientes encaminhados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em situação de urgência e emergência.
“O município continua regulando para a Santa Casa os casos de urgência e emergência. Em casos de falta de vagas, este paciente é encaminhado via vaga zero, que é quando a Santa Casa informa para o município a falta de leito, mas recebe essas pessoas que vão ficar nos corredores”, esclarece.
Atualmente a instituição é mantida e consegue operar, apesar do déficit, devido aos atendimentos realizados de forma particular por meio dos planos de saúde. Esse repasse, no entanto, não é o suficiente para a melhoria e manutenção do espaço, é direcionado para compra de medicamentos.
Segundo o balanço diário divulgado em entrevista, atualmente a Santa Casa têm 16 pacientes, três entubados e 13 internados na área vermelha, 49 pacientes na área verde e outros 49 esperando por cirurgia ortopédica. No total, o hospital possuí 417 pessoas internadas por meio do SUS. “A Santa Casa recebe porque ela não pode omitir o socorro e mesmo as pessoas ficando nos corredores elas estão medicadas e assistidas”, assegura, Alir.
A expectativa da instituição é que, nos próximos dias, a Santa Casa consiga resolver os entraves com o Estado e finalize o ano com as relações restabelecidas e um novo contrato, conveniente para ambas as partes.
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Confira a entrevista na íntegra:
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