Após articulação de Adriane e Riedel, Consórcio paga salários atrasados dos motoristas

Antecipação do passe estudantil de janeiro, avaliado em R$ 3,3 milhões, destravou salários atrasados

Foto: Madu Livramento

O Consórcio Guaicurus depositou, nesta quinta-feira (18), o valor restante de 50% referente aos salários de novembro dos funcionários do transporte coletivo. A quitação da folha foi viabilizada após articulação da prefeita Adriane Lopes (PP) junto ao governador Eduardo Riedel (PP), que antecipou o repasse de R$ 3,3 milhões relativos ao passe estudantil de janeiro.

Com o pagamento, inicia-se a mobilização para a possível retomada do serviço, paralisado totalmente desde a última segunda-feira (15). Conforme informações repassadas ao Jornal Midiamax, aguarda-se agora o posicionamento do STTCU-CG (Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Coletivo e Urbano de Campo Grande). A categoria busca garantias sobre o pagamento do 13° salário e do vale de dezembro, cujos prazos vencem nesta sexta-feira (19).

A greve retirou de circulação 100% da frota e afetou mais de 100 mil usuários na Capital. A concessionária, responsável pela gestão administrativa, operacional e técnica do serviço, alegou ausência de fluxo de caixa para cumprir as obrigações com os mais de mil colaboradores, o que deflagrou o movimento grevista e pressionou os Poderes Executivo e Judiciário.

Desdobramentos

No âmbito judicial, o TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) determinou, na tarde de quarta-feira (17), a intervenção no contrato de concessão. A decisão ocorre em meio a um inquérito do MPMS (Ministério Público Estadual), embasado em relatório de CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) que apontou a insuficiência do Consórcio para a gestão do transporte. O vereador Maicon Nogueira (PP) classificou a medida como necessária para responder à sociedade sobre os indícios de irregularidades constatados durante a investigação legislativa.

Paralelamente, o TRT (Tribunal Regional do Trabalho) da 24ª Região tentou mediar a conciliação entre os grevistas e a concessionária visando a uma retomada escalonada. Sem acordo, o tribunal impôs multa de R$ 200 mil por dia de paralisação integral. A força trabalhista manteve a greve até esta quinta-feira, em resistência à falta de previsibilidade dos pagamentos.

Fonte: Midiamax