Barbosinha destaca avanços na repressão e justiça às vítimas de violência doméstica em MS

Foto: Bruno Rezende, Secom

Em meio a tantos indicadores positivos alcançados em 2025 por Mato Grosso do Sul, o alto número de feminicídios consumados neste mesmo período continua sendo fonte de preocupação para as autoridades e representantes públicos. O ocorrido têm mobilizado o Governo Estadual, para que o mesmo cenário não se repita em 2026. 

Em entrevista ao Jornal da Hora, na manhã desta terça-feira (6), o governador em exercício, José Carlos Barbosa, o Barbosinha, apresentou as medidas implementadas pelo Governo de Mato Grosso do Sul para diminuir a violência de gênero e assegurar a proteção à vida das mulheres. 

Foto: Maria Luiza Massulo

Na ocasião, Barbosinha destacou a importância de um trabalho realizado de forma transversal e que envolva não só a segurança pública, mas as demais áreas da sociedade, como educação e saúde para combater o machismo estrutural, que é diagnosticado como a raiz da violência de gênero. 

“Há um trabalho muito importante com os grêmios estudantis, desenvolvido pela Secretaria de Cidadania, gerida pela Viviane Luiza. O grêmio estudantil, de todas as escolas recebem um recurso para suscitar o debate no ambiente das escolas e ensinar que quem ama não mata, quem ama não bate. Essa questão estrutural precisa ser combatida”, afirma. 

Do ponto de vista da repressão, o governador frisou que não houve qualquer caso denunciado de feminicídio ou violência doméstica, em 2025, que não tenha sido criteriosamente investigado pelas autoridades e os responsáveis devidamente punidos, um avanço importante para o Estado após vir a público uma série de denúncias a respeito do atendimento nas Delegacias Especializadas em Atendimento às Mulheres. 

“Mato Grosso do Sul vem encorajando as mulheres a denunciar. E talvez seja por esta razão que ostentamos esses indicadores, aqui nós temos uma rede de proteção que estimula e incentiva as mulheres a denunciar os seus agressores, sem deixar que os números fiquem reprimidos”, conclui.

Texto por Maria Luiza Massulo

Assista a entrevista na íntegra:

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