Boa Saúde: especialista fala sobre esperança e cautela em novo tratamento para medula espinhal

Foto: Grupo Hora

Um medicamento experimental desenvolvido por pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro tem chamado a atenção da comunidade científica e despertado esperança em pacientes com lesões graves na medula espinhal. A substância, conhecida como polilaminina, utiliza uma proteína derivada da placenta humana com potencial de regeneração de neurônios, o que pode contribuir para a recuperação de movimentos em pessoas que dependem de cadeira de rodas.

Em Mato Grosso do Sul, o tratamento começou a ser aplicado em janeiro deste ano. Um dos casos acompanhados é o de um jovem que ficou tetraplégico após um disparo de arma de fogo. Cerca de dois meses após o procedimento, já foram observados avanços significativos, como o retorno de movimentos nas mãos e nos dedos, além da recuperação de sensações em regiões como a coxa.

Apesar dos resultados promissores, especialistas reforçam que o medicamento ainda está em fase inicial de estudos e requer acompanhamento rigoroso. O tema foi discutido no programa Boa Saúde, da Rádio Hora 92,3 FM, que recebeu, nesta quinta-feira (20), o fisioterapeuta e presidente do Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional da 13ª Região, Renato Silva Nacer.

Durante a entrevista, o especialista destacou a importância da continuidade das pesquisas e reforçou que a fisioterapia desempenha um papel fundamental no processo de reabilitação, auxiliando na recuperação funcional dos pacientes.

“O que temos dessa pesquisa, é a utilização compassiva, a partir de uma decisão judicial, em pacientes. Os resultados obtidos não podem ser considerados eficazes porque são casos isolados, assim como qualquer resultado que seja insatisfatório ou gere algum prejuízo a gente também não pode afirmar que é por conta da polilaminina”, explica.

Por Redação Grupo Hora

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