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Gabriela Schell tinha 18 anos quando tudo aconteceu. Na tentativa de identificar um problema com a moto do namorado, sem perceber, o casal construiu o cenário perfeito para um incêndio, distribuindo gasolina pelo chão da varanda. O que aconteceu depois não é tão difícil de prever, Gabriela teve 60% do corpo queimado.
Sua história, digna do livro que ela escreveu mais tarde, comprovam que a medicina, quando aliada à fé, são capazes de transformar até mesmo eventos traumáticos em superação e esperança. Gabriela passou quatro meses internada na Santa Casa e foi alí que o seu caminho cruzou com o da Dra. Marialda Goulart, médica cirurgiã pela Escola de Medicina e Cirurgia do Rio de Janeiro. Graças a Deus e a medicina, Gabriela se recuperou.

“A única coisa que vinha na minha cabeça naquele momento, era que Deus já tinha me deixado viva, então tenho que fazer isso com excelência agora. A equipe médica foi muito além do que precisava ser feito, eles olharam pra mim como uma pessoa, não como um número ou algo que eles tinham que fazer rápido”, relata
Todos os anos, no Brasil, são registrados cerca de 1 milhão de acidentes com queimaduras, com alta incidência em ambiente doméstico, afetando principalmente crianças de 1 a 4 anos e mulheres. As queimaduras podem ser classificadas como de primeiro, segundo ou terceiro grau, de acordo com o nível de comprometimento dos tecidos e a extensão que foi atingida pelo agente causador.
No Boa Saúde desta terça-feira (29), tanto Gabriela, quanto a Dra. Marialda, reviveram a história da jovem e aproveitaram a oportunidade para alertar a população sobre os riscos e a gravidade que as queimaduras representam. Além disso, Marialda também desmistificou alguns mitos acerca do tratamento das lesões e deu dicas valiosas sobre o que deve ser feito em acidentes como esse.
“A queimadura ainda é um quadro muito grave e que as pessoas, inclusive as da saúde, não se atentam que precisamos ter mais meios para evitar e para tratar este problema. Campo Grande cresceu muito, nós hoje temos um centro de queimados mas ainda existe muita coisa que esse centro de queimados exige que nós não conseguimos”, alertou a médica.
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