Brumadinho: Polícia Civil diz que investigações sobre desastre da Vale estão em reta final

O inquérito da Polícia Civil que apura as causas e aponta os responsáveis pelo rompimento da barragem de Córrego do Feijão, em Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, deve ser concluído em breve. A tragédia, que completa 9 meses nesta sexta-feira (25), deixou 252 mortos. Dezoito pessoas continuam sendo procuradas pelo Corpo de Bombeiros, que tem o desafio de seguir com as buscas mesmo com as chuvas previstas para este final de semana.

De acordo com a Polícia Civil, a perícia necessária para identificar o que provocou o rompimento da barragem B1 já foi realizada e a equipe trabalha, agora, na elaboração dos laudos para a conclusão do inquérito, que já possui mais de 5 mil páginas impressas. Mais de 170 pessoas foram ouvidas.

Treze funcionários da mineradora e da empresa TÜV SÜD, que atestou a segurança da estrutura, estão sob investigação. Eles já estiveram presos duas vezes. Da última vez, foram liberados entre a noite do dia 15 de março e a madrugada do dia 16, após o Superior Tribunal de Justiça (STJ) conceder favoravelmente um habeas corpus que considerou as prisões desnecessárias.

Os funcionários da Vale e da TÜV SÜD investigados também foram apontados, nas Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs) da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) e Senado, como responsáveis pela tragédia. As duas CPIs já foram encerradas e pedem o indiciamento dos trabalhadores da mineradora e da TÜV SÜD que deveriam ter garantido a segurança da barragem.

Enquanto a Polícia Civil já prevê prazo para encerrar as investigações, o Corpo de Bombeiros garante que as buscas continuam ininterruptas há 274 dias. A metodologia utilizada tem sofrido adaptações nos últimos dois meses para o período chuvoso.