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A violência de gênero configura-se como um problema estrutural que atravessa múltiplas camadas da sociedade, afetando milhares de mulheres anualmente. Este problema não apenas fere a integridade física das vítimas, mas também compromete seu bem-estar psicológico e econômico, refletindo desigualdades profundas que precisam ser enfrentadas com políticas públicas efetivas, conscientização social e apoio às vítimas
O feminicídio, alvo de tantas mobilizações no estado, após um aumento considerável no número de mortes de mulheres, é, na verdade, o estopim de um conjunto de micro agressões que permeiam o cotidiano feminino. Essas violências, muitas vezes naturalizadas e por isso muito difíceis de serem identificadas, incluem atitudes discriminatórias, assédio moral, agressão patrimonial e psicológica, além da negligência das instituições em garantir proteção eficaz.
Em entrevista ao Jornal da Hora, na manhã desta sexta-feira (8), a secretária executiva da mulher em Campo Grande, Angélica Fontanari, falou sobre a importância de debater a violência de gênero constantemente, como uma forma de orientar as mulheres a pedirem ajuda e realizarem suas denúncias, além de apresentar as ações realizadas para acolher e amparar as vítimas, de modo que elas tenham recursos financeiros e emocionais para encerrar o ciclo de violência.
“Hoje a gente está difundindo os tipos de violência e as mulheres estão sabendo como pedir socorro. Nós precisamos enfatizar que em Campo Grande as mulheres têm uma rede de apoio e não estão sozinhas. O segredo para sair do ciclo da violência é a denúncia”, defende.
Uma das ações apresentadas pela secretária é o “Recomeçar Moradia”, um programa na Casa da Mulher Brasileira, uma política habitacional que visa garantir moradia digna e segura a famílias em situação de vulnerabilidade social e violência doméstica. O programa oferece um auxílio mensal de R$500 e beneficia automaticamente todas as famílias que cumprem os critérios.
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Assista a entrevista na íntegra:
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