Campo Grande perderia R$ 43 milhões caso Câmara derrubasse veto sobre taxa do lixo

Presidente da Casa, Papy diz que vereadores se sensibilizaram com queda na arrecadação do município

Foto: Anna Gomes

O presidente da Câmara de Campo Grande, Epaminondas Neto, o Papy (PSDB), comentou sobre a Câmara da Capital manter o veto do Executivo sobre o valor da taxa do lixo na cidade. O chefe do Legislativo disse que os vereadores pensaram na arrecadação do município.

O secretário de governo, Ulisses Rocha, já havia anunciado que a arrecadação de Campo Grande despencou e o município deixou de arrecadar R$ 200 milhões em comparação com o ano anterior. O motivo seriam os questionamentos feitos em torno da taxa do lixo.

“Eu, como presidente da Câmara, não posso fugir disso, o resultado é meu também. A presença dos secretários não inibiu. Se o veto fosse derrubado, o município perderia R$ 43 milhões no orçamento, então eu acho que eles até demoraram para articular. As decisões judiciais não alcançaram a taxa do lixo e acho legítimo interesse do Executivo”, disse o presidente.

A Câmara de Campo Grande não conseguiu os 15 votos necessários para derrubar o veto do Executivo sobre a taxa do lixo. Teve parlamentar que faltou e até aqueles que recuaram de última hora em relação a uma proposta com a qual haviam concordado dias antes. No fim, a Casa de Leis manteve o veto que barrava proposta que poderia reduzir a taxa.

No último dia 12 de janeiro, os vereadores chegaram a realizar uma sessão extraordinária e aprovaram um projeto para barrar o aumento da taxa do lixo. Na ocasião, foram 22 votos favoráveis à proposta. O Executivo barrou o PL 24h depois da votação.

Após quase um mês, a Câmara resolveu votar o veto do Executivo, e teve vereador que recuou e votou de forma contrária ao que havia votado na sessão extraordinária. Os vereadores Carlos Augusto Borges, o Carlão do (PSB), Leinha (Avante) e Dr. Jamal (MDB) votaram a favor do PL que tinha a intenção de barrar o aumento da taxa do lixo. Mas, na última sessão, que aconteceu terça-feira (10), o trio recuou e resolveu ajudar a manter o veto, sendo favoráveis ao aumento da taxa.

“O parlamentar tem o direito de mudar de opinião. Aqueles que mudaram o voto foram convencidos pela urgência da arrecadação”, disse Papy.

Também houve os vereadores que faltaram à sessão extraordinária de janeiro. Dois parlamentares chegaram a faltar duas vezes e não tiveram participação nas votações sobre a taxa do lixo, uma no dia em que o projeto foi aprovado e outra quando a Casa realizou a votação do veto. São eles: Landmark Rios (PT) e Silvio Pitu (PSDB).

Praticamente todos os vereadores que faltaram à sessão extraordinária foram favoráveis ao veto do Executivo mantido na última sessão, sendo eles: Beto Avelar (PP), Professor Juari (PSDB), Victor Rocha (PSDB), Wilson Lands (Avante) e Delei Pinheiro (PP). Eles não ajudaram a aprovar o projeto que barrava a taxa, em janeiro, mas colaboraram para manter o veto na terça-feira.

Por um voto, a Câmara não derrubou o veto do Executivo. No total, 14 parlamentares foram favoráveis a derrubar a proposta, sendo que a Casa precisava de 15 votos.

Os votos dos vereadores ausentes fizeram falta, e o veto acabou sendo mantido pela Câmara de Campo Grande. Os vereadores que participaram da sessão extraordinária, mas faltaram na sessão que analisou o veto, foram: Junior Coringa (MDB), Lívio Leite (União), Fábio Rocha (União) e Neto Santos (Republicanos).

“Sobre os ausentes, é outra história e eu não consigo falar sobre, mas, em relação aos votos, eu respeito e acredito que fomos democráticos”, disse Papy.

Fonte: Midiamax