Campo Grande apresentou um crescimento significativo nos índices de hepatite do tipo A em 2025. Foram 237 casos confirmados no ano, com cerca de 188 de hepatite A. Em 2024, a capital registrou cerca de 160 casos.

Os dados são da Secretaria Municipal de Saúde (SESAU), e foram apresentados pela superintendente de vigilância em saúde de Campo Grande, Veruska Lahdo, em entrevista ao Jornal da Hora desta terça-feira (29).
Conforme a superintendente, os índices assustaram as autoridades devido ao brusco salto nos últimos dois anos. “Ano passado nós tivemos um surto significativo em relação a hepatite A, e esse aumento veio no ano passado e na metade deste ano. Então deu um susto, porque nós ficamos desde 2019 até 2023 sem nenhum caso registrado”, disse.
Veruska Lahdo também explicou a diferença entre a Hepatite A para outros tipos. Conforme ela, a principal divergência está na transmissão, sendo que a hepatite A é transmitida principalmente por via fecal-oral, ou seja, pelo consumo de água ou alimentos contaminados e pelo contato direto com pessoas infectadas.
Conforme ela, a população deve estar atenta aos sintomas iniciais, para que o diagnóstico venha ser feito rapidamente e evite a transmissão.
“Cansaço, febre, mal-estar, apresentar uma urina com uma cor mais escura e a característica da hepatite que é aquele amarelão na pele ou nos olhos. Então teve esses primeiros sintomas, busque a unidade de saúde para que a gente possa fazer os exames e tratar, e principalmente quebrar essa cadeia de transmissão”, disse.
A vacina contra a hepatite A faz parte do calendário infantil, e a vacina contra hepatite B está disponível gratuitamente nas unidades da rede municipal. Embora ainda não exista vacina contra a hepatite C, o tratamento está disponível no Sistema Único de Saúde
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Texto por Reuel Oliveira
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