
.
Campo Grande registrou 64 vítimas fatais de sinistros de trânsito, até o dia 23, segundo a Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran). Ainda segundo o órgão público, foram 45, mortes de motociclistas, além de 13 pedestres que perderam suas vidas.
O índice tende a aumentar com uma expectativa de crescimento durante as festas de final de ano.
Em comparação com anos anteriores, o índice apresenta uma queda. Desde 2020, o ano com menor índice de vítimas fatais em sinistros de trânsito havia sido 74, em 2024. Já o maior índice foi registrado em 2021, com 86 óbitos.
Apesar da queda do índice, os órgãos públicos seguem em busca de mitigar mortes no trânsito de Campo Grande.

Em entrevista ao Jornal da Hora desta quarta-feira (24), a Secretária do Gabinete de Gestão Integrada de Trânsito, Ivanise Rotta, explicou que o principal fator que tira vidas no tráfego é a direção acima da velocidade permitida.
“Eu posso afirmar que aquilo que mata hoje é porque alguns condutores estão andando acima da velocidade permitida da via. É a pressa. Ele quer tirar o tempo do trânsito, e aí acaba excedendo a velocidade, passa no vermelho, pega o celular. Ele acha que está ganhando tempo, mas na verdade está pondo em risco não só a sua própria vida, mas de todos que estão circulando com ele”, disse.
Segundo dados do Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul, motoristas acima da velocidade permitida representam 44,06% das infrações de trânsito.
Além do respeito aos limites de velocidade, o condutor também precisa manter foco total enquanto trafega. A atenção é necessária para a execução da chamada direção defensiva, onde o objetivo é prevenir acidentes.
Para Ivanise Rotta, a prática consiste em antecipar perigos, e estar preparado para reagir em situações inesperadas.
“A direção defensiva dá pra resumir até em uma frase, que é abrir mão do seu direito em prol da segurança. Então dirigir defensivamente é você prever quando tem alguém fazendo manobras arriscadas. Dirigir defensivamente é estar realmente no trânsito”, concluiu.
.
Texto por Reuel Oliveira
.
Assista a entrevista na íntegra
.
Leia mais de Grupo Hora
Leia mais de Trânsito
Hora Notícias







