Mato Grosso do Sul registrou até o momento 885 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em 2026. Além do número de casos, 87 pessoas vieram a óbito em decorrência da doença. Os dados constam no último Boletim Epidemiológico divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES).
Campo Grande é o município com mais casos confirmados de SRAG, com 292 registros cerca de 33% do total. Na capital, 22 pessoas vieram a óbito, uma taxa de letalidade de 7,5%.

Diante da situação, em entrevista ao Jornal da Hora, daRádio Hora, nesta sexta-feira (20), a Superintendente da Vigilância em Saúde e Ambiente da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), Veruska Lahdo, destacou que ao apresentar sintomas é necessário tomar algumas medidas de prevenção para evitar a disseminação do vírus, principalmente para crianças e idosos.
“Se estiver com sintoma respiratório, como resfriado, coloque máscara, principalmente se você tiver crianças pequenas e idosos, tanto em casa e também no seu local de trabalho para que a gente possa evitar a transmissão dessas doenças. Se for ao médico, procure usar máscaras. Também temos as orientações básicas e intensificar a limpeza de mãos e do ambiente”, disse.
Segundo a superintendente, uma das maiores preocupações são em decorrência da grande variedade de vírus. Além da Influenza, também há registros de Rinovírus, Covid-19 e Vírus Sincicial Respiratório.
Entre as estratégias para prevenção da doença, o principal é a vacinação. A campanha deve iniciar este mês e seguir até o dia 30 de maio. Segundo a SES, o “Dia D” da campanha acontece no próximo sábado, 28 de março.
Conforme Veruska Lahdo, o foco inicial da imunização serão os grupos de maior risco de complicação, sendo crianças de 6 meses a menores de 6 anos, idosos, trabalhadores da educação, profissionais de saúde, pessoas com comorbidades, gestantes e puérperas.
“Quanto mais pessoas vacinadas a gente tem em relação a Influenza, maior é a chance da termos a proteção e evitar principalmente complicação no público alvo, evitar que as pessoas precisarem procurar serviço de saúde, evitar a internação. Então por isso que é tão importante no começo da campanha a adesão da população prioritária”, disse.
A superintendente também destacou a importância da população entender o momento de ir a uma UBS ou UPA para evitar a superlotação dos ambientes e por consequência a falha na assistência. De acordo com Veruska Lahdo, a população deve contribuir para a organização do atendimento da saúde.
“As UPAs são pra atendimento grave. Então sintoma gripal leve como coriza ou dor de garganta, eu procuro uma USF. Estou com o sintoma mais grave, com desconforto respiratório, falta de ar e febre alta súbita, aí sim eu procuro uma UPA. Essa organização garante que os nossos profissionais de saúde deem maior atenção para o público que realmente necessita da atenção”.
Texto por Reuel Oliveira
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