Com atuação de postos avançados, MS termina 2025 com focos de incêndios próximos à mínima histórica

Foi apresentado nesta semana o  balanço da Operação Pantanal 2025. Os dados consolidam o ano como um dos melhores em relação a focos de calor, desde 1998, quando a série histórica começou a ser contabilizada. 

A expectativa é que 2025 se consolide como o ano de menor índice de focos de calor. 

Major Teixiera no estúdio Grupo Hora. Foto: Reuel Oliveira

Entre as estratégias para obtenção dos resultados, está a instalação dos postos avançados do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso do Sul (CBMMS) no Pantanal. 

Em entrevista ao Jornal da Hora desta quinta-feira (04), o Subdiretor da Diretoria de Proteção Ambiental da CBM, Major Teixeira, destacou a criação das bases avançadas como uma estratégia para um combate aos focos de calor de forma mais ágil e eficiente. 

“Nos anos anteriores a gente percebeu que uma grande deficiência nossa era não estar próximo do fogo. Nós demoravamos dois, três dias pra chegar no incêndio e efetivamente combatê-lo. O governo então decidiu uma estratégia de ir antes do incêndio, e começamos as bases avançadas no Pantanal”, explicou. 

O Major também explicou o funcionamento das bases avançadas. “São estruturas temporárias que a gente utiliza durante a fase crítica de incêndio florestal. O militar fica nessa região que tem histórico maior de recorrência de incêndios, e quando aparece um foco no satélite a nossa equipe consegue chegar com menos tempo”. 

Ao final da operação, Major Teixeira considerou o ano como um grande sucesso, em comparativo com anos anteriores. 

“Esse ano nós tivemos um sucesso bastante considerável quando falamos de incêndio florestal. O governo do estado vem reestruturando os setores que trabalham com incêndio florestal já há alguns anos. Infelizmente tivemos no histórico recente alguns anos muito ruins, como 2019, 2022 e 2024, mas esse ano estamos realmente finalizando muito próximos das mínimas históricas dos indicadores de foco de calor e área queimada”, comemorou. 

Em números brutos, até a última terça-feira (02), MS registrou 1.811 focos, 300 a menos do que o contabilizado no primeiro ano da série histórica, no mesmo período. 

Texto por Reuel Oliveira

Assista a entrevista na íntegra

Leia mais de Grupo Hora
Leia mais de Meio Ambiente