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A greve dos motoristas de ônibus persiste pelo terceiro dia em Campo Grande. Com a paralisação, mais de 100 mil pessoas estão sendo afetadas diariamente, gerando um impacto direto na economia da capital.
Em entrevista ao Jornal da Hora desta quarta-feira (17) a economista do Instituto de Pesquisa da Fecomércio (IPF), Ludmilla Velozo, detalhou os impactos da paralisação na movimentação econômica de Campo Grande

Conforme Ludmilla, Campo Grande pode perder cerca de R$10 milhões neste final de ano. Anteriormente à greve, a projeção era que o encerramento de 2025 fosse o melhor em 12 anos.
“Nós podemos perder quase R$10 milhões com o que está acontecendo [greve]. Está difícil o acesso das pessoas que moram nos bairros para o centro para comprar. Seria o melhor final de ano em 12 anos, um final de ano aquecido, final de ano esperado. Temos que ver o que vai acontecer para entender como Campo Grande vai lidar com isso”, disse.
Segundo Ludmilla, com a greve, os compradores não têm chegado aos lojistas, gerando consequentemente, uma diminuição da movimentação econômica que preocupa os empresários, inclusive próximo ao Natal.
“A cidade parou sem esses trabalhadores circulando. É um impacto muito forte. Nós não conseguimos mensurar em números porque ainda está acontecendo […] mas a gente pode sentir que é um impacto muito forte. Nós podemos ver pelo movimento no centro pela metade do que foi visto uma semana atrás. Isso perto do Natal é um sinal de que alguma coisa precisa ser feita com urgência”, disse.
Durante a entrevista, ouvintes se posicionaram à favor dos motoristas de ônibus da capital, e pediram uma postura política mais intensa por parte da prefeitura de Campo Grande.
Na última semana, em entrevista ao Grupo Hora, o vereador Maicon Nogueira explicou que há uma cláusula no contrato entre prefeitura e o Consórcio Guaicurus, que permite a intervenção na emoresa gestora do transporte público na cidade.
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Texto por Reuel Oliveira
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Assista a entrevista na íntegra
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