
O número elevado de atropelamentos em rodovias e zonas urbanas no Mato Grosso do Sul, tem sido um problema crônico que coloca em risco não só o bem estar físico e material dos condutores, mas é responsável também por uma perda ambiental considerável, com a morte de animais de diversas espécies.
De acordo com dados levantados pelo Projeto Bandeiras e Rodovias, apenas entre maio de 2023 e abril do ano passado, 2.300 animais foram atropelados em um trecho de 350 quilômetros da BR-262, que liga Campo Grande à ponte do Rio Paraguai. Outra pesquisa com foco em Bonito, realizada pela pesquisadora Amanda Messias, registrou 463 animais mortos atropelados, além de 210 animais vistos atravessando, ao longo de 8 meses, nas rodovias MS-178, MS-382, e MS-345.
Com a implementação da taxa de conservação que entrará em vigor na cidade de Bonito e outros impostos ambientais, as organizações que atuam para a conservação da fauna pantaneira, encontraram neste montante arrecadado uma solução possível para diminuir essa triste e crescente estática. A proposta é encontrar formas para que o dinheiro arrecadado também possa ser direcionado para a melhoria das rodovias e investido na implementação de passagens de faunas e outras ferramentas que contribuam para a mitigação das colisões inclusive em contexto urbano.
Segundo o Secretário-Executivo do Observatório Rodovias Seguras para Todos, Tiago Toma, essa é uma preocupação que deve partir dos gestores públicos, visando não só a proteção dos animais, mas resguardando a vida dos motoristas. “Em Bonito e em todo o estado do Mato Grosso do Sul, a morte de um animal na estrada é um dano à biodiversidade e um risco aos usuários das rodovias. É dever dos gestores e concessionárias, sobretudo em um pólo ecoturístico, aplicar os recursos e tecnologias existentes para reduzir as colisões e garantir a devida segurança”, declara.
Texto por Maria Luiza Massulo
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