Com reprodução de 100 espécies, Bioparque Pantanal reforça posição como referência mundial em conservação

Foto: Lara Miranda/Bioparque Pantanal

O Bioparque Pantanal se consolidou como o maior banco genético vivo de água doce do mundo. O marco foi alcançado e divulgado após o Bioparque registrar a reprodução de 100 espécies sob cuidados humanos e de forma natural.

O feito consolida o parque não só como um empreendimento voltado ao turismo, mas também como um forte centro de conservação ambiental. 

A espécie protagonista do feito foi o Acará-porquinho, natural da bacia do rio Amazonas.

Ao Grupo Hora, a Diretora-Geral do Bioparque Pantanal, Maria Fernanda Balestieri, destacou que o feito reforça o trabalho de conservação ambiental e promove a educação a respeito do tema. 

“Esse resultado consolida a missão de ser um empreendimento público voltado ao turismo científico, indo muito além da contemplação […] reforçando o seu papel nos pilares da pesquisa científica, da conservação, da educação ambiental, da inovação […] e representa o compromisso com a proteção da biodiversidade do pantanal e de outros biomas aquáticos, contribuindo diretamente para a manutenção da diversidade genética”, disse. 

Além das diversas espécies, o Bioparque se destaca pela pluralidade de exemplares de famílias do bioma Pantanal. São 32 espécies pantaneiras, tornando o bioma o mais representado entre os demais.  

Além do Pantanal, também são representados os biomas da Amazônia (31), Cerrado (21), Mata Atlântica (3) e Caatinga (1), além de biomas estrangeiros, representados por espécies de origem africana (8), asiática (1), mexicana (1) e oceânica (2). 

Criança em visita ao Bioparque Pantanal. Foto: Reuel Oliveira

Conforme o biólogo curador do Bioparque Pantanal, Heriberto Gimenês Junior, o marco confirma o empenho no Bioparque pela conservação da biodiversidade.

O biólogo também explicou ao Grupo Hora que a execução da reprodução de tantas espécies é fruto de um trabalho de estudo e conhecimento científico, que tem colocado o Bioparque como referência mundial de estudos. 

“As informações são escassas na literatura, principalmente para as espécies aqui da América do Sul.  Isso também demonstra que a instituição consegue reproduzir tantas espécies ajuda a aproximar as pessoas da biodiversidade aquática, que normalmente é menos conhecida que a fauna terrestre. Então, isso consegue colocar o Centro de Conservação do Bioparque Pantanal como uma referência científica e técnica a nível mundial”, disse. 

Vale destacar que entre as 100 reproduções, 20 nunca tinham ocorrido no Brasil e outras 29 nunca tinham sido realizadas no mundo. Além disso, entre as espécies três são classificadas como ameaçadas de extinção.

Por Reuel Oliveira

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