
.
O MPT-MS (Ministério Público do Trabalho de Mato Grosso do Sul) abriu procedimento preparatório para investigar o Consórcio Guaicurus e o STTCU (Sindicato dos Trabalhadores do Transporte Coletivo Urbano de Campo Grande) por possível prática de lockout durante a última paralisação do transporte público da Capital, ocorrida no dia 22 de outubro.
Na ocasião, os ônibus ficaram parados nas garagens por 1h30, deixando os usuários aguardando até aproximadamente 6h15, quando os terminais foram abertos e o serviço foi restabelecido. Segundo avaliação preliminar do MPT, tanto o Consórcio quanto o sindicato teriam praticado lockout, uma prática em que o empregador suspende as atividades ou impede o trabalho para pressionar o poder público ou obter vantagens financeiras.
Na época, ex-funcionários do transporte coletivo de Campo Grande relataram que o sindicato realiza paralisações e greves sem consultar a categoria, explicando que as mobilizações visam pressionar a prefeitura nas negociações com o Consórcio Guaicurus.
A paralisação de outubro foi motivada pelo atraso no pagamento do “vale”, um adiantamento salarial correspondente a 40% do valor do salário dos funcionários, que deveria ter sido pago no dia 20 de outubro, apenas dois dias antes da greve. Em 24 de outubro, o presidente do STTCU, Demétrio Freitas, confirmou que a ação não teve aviso prévio aos trabalhadores, classificando-a como um “protesto” contra o Consórcio.
Na ocasião, o Consórcio alegou que a prefeitura estava com repasses financeiros atrasados, o que inicialmente foi negado pelo Executivo Municipal, mas depois foi confirmado e o pagamento foi realizado.
Com a quitação das dívidas da prefeitura com o Consórcio, o sindicato decidiu cancelar a assembleia marcada para tratar da greve dos motoristas, após a sinalização de que o vale seria pago pela empresa.
A reportagem procurou o Consórcio Guaicurus e o Sindicato dos Trabalhadores do Transporte Coletivo Urbano de Campo Grande, mas até a publicação da matéria não obteve resposta. O espaço segue aberto para pronunciamento.
Fonte: Campo Grande News
Hora Notícias







