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A CPI do Crime Organizado foi oficialmente instalada na terça-feira no Senado, e elegeu o senador Fabiano Contarato como presidente.
Por acordo, o senador Alessandro Vieira, autor do requerimento de criação, assumirá a relatoria dos trabalhos.
Contarato e Vieira são delegados de carreira e afirmaram que a condução da CPI será “técnica e independente”.
Após a votação secreta, Hamilton Mourão foi confirmado como vice-presidente por aclamação.
O colegiado surge em meio à forte pressão política por respostas à escalada da violência e à expansão das facções criminosas no país, especialmente após a operação policial no Rio de Janeiro na semana passada.
A CPI investigará a estrutura, o funcionamento e a expansão de organizações como o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital, além das milícias que atuam em diferentes estados. O grupo também vai apurar possíveis fontes de financiamento, lavagem de dinheiro e infiltração de facções no poder público.
Com duração prevista de 120 dias, a comissão tem entre suas atribuições elaborar propostas de alterações na legislação para reforçar o combate ao crime organizado.
Segundo Alessandro Vieira, o objetivo é “trazer soluções concretas e sustentáveis” para enfraquecer o poder econômico das facções e reduzir sua presença em comunidades e presídios.
A CPI do Crime Organizado deve iniciar as oitivas ainda neste mês. Entre os primeiros temas da pauta estão o crescimento das milícias no Rio de Janeiro, o financiamento internacional de facções e a fragilidade do sistema prisional.
Fonte: CNN Brasil
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