Desobrigatoriedade das autoescolas: Ouvintes destacam queda do valor, mas questionam qualidade do ensino

Foto: Reuel Oliveira

Foi aprovado na segunda-feira (01) a resolução que desobriga a intermediação de autoescolas no processo para obter a Carteira Nacional de Habilitação (CNH). O objetivo do projeto é tornar o documento mais acessível à população e regularizar a situação de motoristas que dirigem sem a CNH. 

A aprovação foi oficializada pelo Conselho Nacional de Trânsito, e promete reduzir em até 80% o custo da CNH, segundo o Ministério dos Transportes. A resolução visa principalmente as categorias A (Motocicletas) e B (Carros), mas também facilita o processo para as demais categorias. 

Ainda segundo o Ministério dos Transportes, a pasta irá distribuir o conteúdo das aulas teóricas em de forma online e gratuita. O aluno poderá escolher entre as aulas online, ou ter aulas nas autoescolas e até mesmo com instrutores autônomos.

Além disso, a resolução também diminui a carga horária de obrigatórias de aulas práticas de 20 horas para 2 horas. O aluno ainda é obrigado à realizar as provas teóricas e práticas, além dos exames médicos e outras etapas. 

Durante o Jornal da Hora desta terça-feira (02), os ouvintes se manifestaram a respeito do tema. Das manifestações, cerca de 86% foram a favor da desobrigatoriedade da intermediação das autoescolas, enquanto apenas duas foram a favor da manutenção das instituições no processo de obtenção da CNH. 

Entre as opiniões a favor da resolução, o principal ponto abordado foi a diminuição do valor, considerado abusivo pelos usuários. 

Um ouvinte se manifestou destacando que a medida não irá influenciar nos empregos, já que os instrutores poderão seguir operando de forma particular. 

“Eu discordo da obrigatoriedade, acho importante a liberdade de fazer quem quiser. Também não acho que os instrutores vão ficar sem emprego, porque as pessoas ainda precisarão passar por um avaliador do Detran, então quem não se sentir preparado vai recorrer aos instrutores”, declarou. 

Contra a desobrigatoriedade, os ouvintes questionaram a qualidade do ensino nas aulas online e a baixa carga horária das aulas. 

“A minha opinião sobre isso é que é muito bom não pagar, a autoescola é um pouco mais cara e podia rever os valores, mas um médico e um advogado precisam de um instrutor, uma pessoa para ler e escrever precisa do professor, então tirar o instrutor da obrigatoriedade da carteira não vai ficar difícil para aprender corretamente?”.

Os ouvintes ainda ressaltam os índices de acidentes de trânsito na capital.

“Se com as auto escola preparadas e qualificadas para formar os novos condutores, já vivenciamos um grande índice de acidente no trânsito, imagina sem as autoescolas como será”, concluiu.

Texto por Redação Grupo Hora

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