Em entrevista, subprefeito de Anhanduí defende tornar barracas patrimônio cultural

Foto: Marcos Ermínio

As pequenas barracas instaladas às margens das rodovias fazem parte do cotidiano e da memória afetiva de muitos moradores de Mato Grosso do Sul, especialmente de Campo Grande. É nesses pontos que comerciantes de queijos, doces caseiros e outros produtos artesanais garantem o sustento das famílias e mantêm viva uma tradição associada às viagens pelo interior do Estado.

Nos últimos anos, porém, esse cenário tem enfrentado risco de desaparecer. A pedido da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), responsável pela fiscalização da faixa de domínio das rodovias federais, a concessionária que administra a BR-163 em Mato Grosso do Sul iniciou ações de retirada das barracas instaladas às margens da pista.

Em entrevista ao Jornal da Hora na manhã desta sexta-feira (6), o subprefeito do distrito de Anhanduí, Elenilton Dutra, destacou que os pontos de venda vão além da atividade econômica e representam parte da identidade cultural local. Segundo ele, um projeto de lei está em elaboração com o objetivo de reconhecer as barraquinhas como patrimônio cultural, medida que pode contribuir para a preservação da atividade e para a busca de alternativas legais de permanência dos comerciantes.

“O vereador Salineiro entrou com um projeto na câmara e, agora em fevereiro, nós vamos fazer uma audiência com os vereadores e com a comunidade lá no Anhanduí para debater sobre o assunto. Acredito que para tudo é importante ter a participação da comunidade no processo de decisão”, afirma.

Assista a entrevista na íntegra:

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