
“Invento para me conhecer”, escreveu Manoel de Barros uma vez e foi assim, a partir das suas invencionices, que ele se tornou imortal. O poeta mais emblemático de Mato Grosso do Sul, comemora, em 2025, seus 109 anos e seu legado, repleto de palavras criadas e sentidos reinventados, ainda serve de abrigo para os apaixonados pela leitura e pelo Pantanal.
Lançado em 2024, em alusão aos 10 anos da morte do poeta, o livro “Diálogos do Ócio”, escrito pelo jornalista, escritor e amigo de Manoel, Bosco Martins, é uma dessas ferramentas que busca eternizar Manoel de Barros e permitir que suas palavras continuem ecoando pelo mundo. Mais do que uma bibliografia, o livro é um inventário de momentos com o inesquecível poeta.
Em entrevista ao Jornal da Hora, na manhã desta sexta-feira (5), Bosco falou sobre o legado imortal de Manoel de Barros para a literatura sul-mato-grossense e destacou a importância de suas palavras nas novas gerações. “Nós estamos passando por um momento triste, é a primeira vez que o número de não leitores supera o número de leitores no Brasil. É muito importante que a gente faça a recuperação da leitura de livros e temos feito isso levando a palavra de Manoel de Barros”, declara.
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Assista a entrevista na íntegra:
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