Em um mês, petição contra Consórcio Guaicurus soma mais de 9,1 mil assinaturas

Idealizador da proposta espera 50 mil assinaturas até final de dezembro

Foto: Madu Livramento

A coleta de assinaturas da petição pelo fim do contrato com o Consórcio Guaicurus completou um mês. Com rodas pegando fogo, goteiras, portas estragadas e superlotação, os veículos são alvo de reclamações diárias. Mais de 9,1 mil pessoas assinaram o documento que solicita intervenção no transporte público do município.

Além da forma remota, o vereador Maicon Nogueira (PP), idealizador da proposta, também tem realizado ações nos terminais da Capital. Ele espera conseguir 50 mil assinaturas até o final do mês de dezembro.

Interessados em apoiar a petição também podem realizar assinatura direto do celular. Para isso, basta abrir o site com o documento e preencher os dados solicitados. Nome completo, telefone e CPF são as informações solicitadas. Então, para acessar o site e participar da petição, CLIQUE AQUI.

Petição pelo fim do contrato do Consórcio

O documento divulgado pelo vereador Maicon aponta “inúmeras e reiteradas falhas na prestação dos serviços pelo Consórcio Guaicurus”. Assim, pede a adoção da medida extrema para intervenção por parte da Prefeitura de Campo Grande.

A concessão foi alvo de CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) na Câmara de Campo Grande. Logo, entre os descumprimentos contratuais apontados pela Comissão, estão: “A manutenção de frota envelhecida, em desacordo com os limites contratuais; ausência da contratação de seguro obrigatório; deficiências graves na manutenção preventiva e na acessibilidade dos veículos; e precariedade operacional, com frequentes atrasos, quebras e superlotação dos veículos”.

Portanto, a petição pontua que “tais práticas não apenas afrontam o contrato e a legislação, como também prejudicam diretamente a população campo-grandense, que depende do transporte coletivo para trabalhar, estudar e exercer sua cidadania de forma digna”.

Pior que a média brasileira

Os ônibus sucateados que atendem os usuários de Campo Grande são mais velhos que a média de frotas no país. Enquanto a média é de 6,5 anos no Brasil, o Consórcio Guaicurus mantém quase 100 ônibus com mais de 10 anos circulando na Capital de Mato Grosso do Sul. O dado nacional é de estudo da Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos.

Além disso, a idade ultrapassada dos veículos é facilmente percebida pelos usuários, que enfrentam superlotação, veículos quebrados e até roda pegando fogo. A realidade é confirmada em oitivas da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) que investiga o transporte público em Campo Grande. Inclusive pela própria empresa.

Um dos diretores das empresas que comandam o transporte público na cidade confirmou a idade dos ônibus sucateados. “Temos acima dos 10 anos 97 carros”, disse o diretor de operações do Consórcio Guaicurus, Paulo Vitor Brito de Oliveira.

Fonte: Midiamax