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O rádio e o futebol andam lado a lado e são grandes cúmplices para transformar o esporte na paixão de uma nação inteira. Antes que o verde do gramado invadisse a tela das televisões, era o rádio quem levava a emoção das partidas para milhares de pessoas em uma narração vibrante, aproximava o povo dos seus times do coração e mantinha vivo o espírito de união entre as torcidas.
O tempo passou, mas o casamento entre os dois não perdeu a sua importância. Hoje, o futebol mantém o rádio vivo, ao mesmo tempo que o rádio continua sendo fundamental para conservar o verdadeiro significado do futebol. No momento de recuperação do futebol sul-mato-grossense, nunca foi tão importante que as emissoras seguissem o exemplo de outros estados, como Paraná e Santa Catarina, e até mesmo as cidades do interior do MS, e fortalecessem essa união adormecida.
Em edição comemorativa de 50 anos de carreira do jornalista Arthur Mário, ícone de jornalismo esportivo em Mato Grosso do Sul, o presidente da Federação de Futebol de Mato Grosso do Sul, Estevão Petrallás, falou, durante entrevista ao Jornal da Hora, sobre o papel do esporte no estado e os esforços que a federação tem feito para ressuscitar a paixão pelos times do MS, sem deixar de fora o papel do rádio para essa retomada.
“A gente já começou a retomar nossa credibilidade e isso é importante porque nós já havíamos perdido. O futebol era gerido para um grupo de pessoas, hoje, ao contrário ,um grupo de pessoas faz com que a gente leve o futebol a todos. A CBF tem caminhado lado a lado conosco e eu acredito que esse projeto iniciado para resgatar o rádio e o futebol tem tudo pra dar certo com a presença da CBF”, afirma, otimista.
Cheio de lembranças da ‘época de ouro’ do futebol no estado, Arthur relembra o momento em que as emissoras colocaram mais de 30 mil pessoas no estádio Morenão. O pedido do jornalista é que essa relação seja recuperada, para que as futuras gerações possam se apaixonar pelo nosso futebol.
A união entre futebol e rádio é mantida, no MS, pela cidades do interior, que ainda preservam a tradição de transmitir as partidas na programação, enquanto a Capital tem deixado esse hábito. “Eu fiquei impressionado quando percebi que aos domingo a tarde, todas as emissoras de rádio de Campo Grande só tocavam músicas. O envolvimento do rádio com o esporte, quando as pessoas começam a falar de futebol e do time do coração, contribui muito para diminuir a polarização no Brasil”, relata o jornalista Arthur Mário.
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Assista a entrevista na íntegra:
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