Estiagem prolongada em MS eleva risco de queimadas; bombeiros reforçam combate com tecnologia

Foto: Maria Luiza Massulo

Há mais de 20 dias sem chuvas significativas no Mato Grosso do Sul, o período de estiagem começa a se apresentar e exigir cuidado redobrado da população e das autoridades. Com as temperaturas elevadas aliadas a baixa umidade relativa do ar, durante este período se intensificam os riscos de incêndios florestais em todo o estado, afetando biomas como o Pantanal, o Cerrado, além das áreas urbanas.

Em entrevista ao Jornal da Hora, na manhã desta terça-feira (22), a Tenente-coronel do Corpo de Bombeiros, Tatiane Dias, deu detalhes sobre as estratégias traçadas pela corporação, em parceria com as demais instituições que atuam no combate aos focos de incêndio no Pantanal. De acordo com a tenente, o trabalho de prevenção tem acontecido de forma intensiva e desde maio a Força Nacional já opera na região. 

“Hoje o combate aos incêndios florestais, aqui no Mato Grosso do Sul, é extremamente tecnológico, então o monitoramento é ininterrupto e atualmente, usamos treze plataformas de observação satelitais para fazer  um cruzamento de informações, detectar focos de calor e outras plataformas que nos dão informações de velocidade do vento e umidade relativa do ar”, relata. 

De acordo com o relatório publicado pelo Imasul, a tendência é que o volume de chuvas seja baixo e o estado apresente pontos de seca até o final de setembro. No decorrer deste período, Tatiane explica que a conscientização popular é fundamental para evitar grandes desastres. “As pessoas juntam aquele matinho do lado de casa ou tentam limpar um terreno baldio com fogo e isso pode se tornar um grande problema. A gente está num período em que as condições atmosféricas alastram o fogo e as consequências para saúde são diversas. Aqui no estado desde maio a temos registrado um alto índice de incêndios em vegetação principalmente na área urbana”, afirma. 

Assista a entrevista na íntegra: