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Campo Grande completou 126 anos com uma expansão urbana acelerada que supera o crescimento da população. A cidade, que já conta com mais de 950 mil habitantes, tem sofrido um ritmo de construção quase três vezes maior que o aumento populacional, segundo estudo do World Resources Institute (WRI).
O crescimento concentrado principalmente nas regiões norte e noroeste da capital tem gerado desequilíbrios como expansão pelas bordas, verticalização do centro e esvaziamento da área central. Muitas localidades periféricas enfrentam falta de infraestrutura básica, como pavimentação, transporte público e drenagem adequada.
Especialistas apontam que o centro histórico, antes principal polo comercial e administrativo, perdeu força e precisa ser revitalizado para evitar o abandono. Enquanto isso, bairros nas bordas, como Nova Lima, valorizam-se pela proximidade à natureza e fácil acesso por automóvel, beneficiando especialmente as classes altas e acentuando a exclusão social.
Além dos impactos sociais, a expansão urbana traz desafios ambientais significativos, com áreas verdes e nascentes comprometidas pela ocupação desordenada. Apesar disso, Campo Grande se destaca como a capital mais arborizada do país, com 91,4% das vias públicas arborizadas, segundo dados do IBGE.
O desafio para a cidade, segundo especialistas, é alinhar o crescimento imobiliário e populacional com planejamento, infraestrutura e preservação ambiental para garantir qualidade de vida e desenvolvimento sustentável.
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