Celulose, carne bovina e soja lideram pauta exportadora; aumento reflete investimentos industriais no Estado

.
Mato Grosso do Sul registrou US$ 1,43 bilhão em exportações no acumulado até fevereiro de 2026 e manteve superávit de US$ 902,38 milhões na balança comercial. O desempenho confirma a força das cadeias agroindustriais do Estado, com destaque para a celulose, a carne bovina fresca e a soja, que seguem como os principais produtos enviados ao mercado externo.
Os dados constam na Carta de Conjuntura do Setor Externo referente ao mês de fevereiro, elaborada pela Assessoria Especial de Economia e Estatística da Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), com base em informações do sistema Comexstat.
Entre os produtos exportados por Mato Grosso do Sul, a celulose lidera a pauta com 32,31% de participação nas vendas externas. Na sequência aparecem a carne bovina fresca, com 22,2%, e a soja, responsável por 13,79% das exportações do Estado.
O desempenho comercial também reflete mudanças no perfil das importações. Pela segunda vez na série histórica sul-mato-grossense, o gás natural deixou de ser o principal produto importado. O item com maior participação nas compras externas passou a ser “caldeiras de geradores de vapor”, responsáveis por 23,72% das importações. O gás natural aparece em seguida, com 23,62%, enquanto o cobre representa 7,5% do total.
No acumulado de 2026 até fevereiro, as importações somaram US$ 530,57 milhões, valor 35,36% superior ao registrado no mesmo período do ano passado. Segundo a análise do relatório, o aumento está associado principalmente à aquisição de bens de capital e equipamentos industriais, indicando avanço em investimentos produtivos no Estado.
Para o secretário da Semadesc, Jaime Verruck, o resultado da balança comercial demonstra o fortalecimento da capacidade produtiva e o ritmo de expansão econômica de Mato Grosso do Sul.
“Mato Grosso do Sul mantém crescimento no volume exportado e amplia investimentos industriais, evidenciados pelo aumento das importações de bens de capital. Esse movimento demonstra a expansão das cadeias produtivas e a consolidação do Estado como um dos principais polos agroindustriais do país”, afirma.
De acordo com o relatório, as exportações sul-mato-grossenses cresceram 1,74% em valor na comparação com o mesmo período de 2025. Já o volume embarcado teve expansão mais significativa, de 14,26%, totalizando 3,86 milhões de toneladas.
A diferença entre os dois indicadores indica redução no preço médio das exportações no mercado internacional, já que o aumento na quantidade embarcada foi maior do que a variação no valor total comercializado.
A análise por setor mostra crescimento nas quantidades exportadas em todos os segmentos da economia estadual. A agropecuária apresentou aumento de 17,4% no volume exportado, acompanhado de alta de 9,62% nos preços.
Na indústria de transformação, o crescimento foi de 6,27% nas quantidades exportadas e de 3,12% nos preços. Já a indústria extrativa registrou comportamento distinto: mesmo com aumento de 24,68% no volume embarcado, houve queda de 49,05% nos preços de exportação.
Segundo o relatório, esse resultado reflete o cenário internacional do mercado de minérios, especialmente a redução nas cotações do minério de ferro.
No ranking dos destinos das exportações de Mato Grosso do Sul, a China permanece como o principal parceiro comercial, absorvendo 37,76% das vendas externas do Estado. Os Estados Unidos aparecem em segundo lugar, com 10,16% de participação, seguidos pelos Países Baixos, responsáveis por 4,4% das compras.
Fonte: Campo Grande News
Hora Notícias







