Fábio Duarte comenta a respeito das taxações chinesas de carne brasileira, e o impacto em MS

Mato Grosso do Sul é movimentado em sua grande parte econômica pela produção agropecuária. Um dos principais produtos exportados internacionalmente é a carne bovina, que gerou US$1,17 bilhão em Mato Grosso do Sul, no primeiro semestre de 2026.

Entre os principais destinos está a grande potência mundial asiática, China. Neste contexto, o comentarista de agronegócio, Fábio Duarte, explicou aos ouvintes da Rádio Hora sobre o cenário atual em relação ao país.

Segundo ele, a China passa dos 31%, e de acordo com a Band News, já chegou a superar a metade do total em um período. Por conta disso, o país asiático optou por, após 1,106 milhão de toneladas de carne bovina in natura importadas do Brasil, uma taxação de 55% no mercado chinês será aplicada aos produtos brasileiros.

Entretanto, o comentarista diminuiu as preocupações locais, e disse que a variação de preço não costuma ser abrupta, mesmo com a mudança no mercado. “Ao avaliar o histórico do Brasil, e de Mato Grosso do Sul apesar dessas restrições, e do comportamento do mercado externo, nunca houve uma queda ou ascensão abrupta da arroba e do preço da carne. Algo que passasse dos 10% do dia para a noite nunca ocorreu”, disse

Por fim, ele também explicou acerca das novidades no mundo da pecuária desses últimos anos. “A JBS passou a produzir proteína a partir do cultivo de células animais. Que loucura isso, o animal não está presente, mas a célula está. Parece até o Jurassic Park, é uma novidade importante para o Brasil”, afirmou Duarte.

A entrevista fez parte do Jornal da Hora desta terça-feira (1), onde todas as terças, o comentarista de agro, Fábio Duarte, debate os temas mais importantes do setor na semana.

Por João Arakaki

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