
Os casos de feminicídio seguem crescendo em Mato Grosso do Sul, chegando a seis casos, com sete mulheres assassinadas, em um período de 30 dias. A recorrência no curto espaço de tempo preocupa autoridades e representantes públicos, além de mobilizar diversos grupos sociais.
Em entrevista ao Jornal da Hora na manhã desta segunda-feira (03), a vereadora Luiza Ribeiro (PT), falou sobre o empobrecimento das políticas públicas que assegurem o bem estar e a vida das mulheres, visível nas gestões estaduais e municipais, e apresentou dados preocupantes em relação a violação dos direitos femininos e de crianças e adolescentes. “O crime que mais acontece em Campo Grande são as violências domésticas, desde a ameaça, lesão corporal até o feminicídio. 56% dos feitos que tramitam nas varas penais aqui da nossa cidade são crimes da Maria da Penha”, afirma.
De acordo com a vereadora, o problema cultural do machismo, que menospreza os problemas que atingem as mulheres e que impõem a figura feminina a um lugar de submissão, reflete-se no campo político e jurídico, com o constantemente empobrecimento de políticas voltadas para esses grupos, a partir da justificativa de que existem dores mais importantes a serem tratadas na sociedade. Enquanto isso, mulheres seguem sendo vítimas diárias de agressões, quando não mortas, sem que o Estado tenha ferramentas suficientes para o enfrentamento desse problema.
Assista a entrevista na íntegra: