
Após a divulgação pelo Ministério da Educação do reajuste de 0,37% no piso nacional do magistério, a Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul (FETEMS) manifestou-se contrária à decisão. Em conjunto com outras entidades da classe, a federação tem articulado com o ministro da Educação, Camilo Santana, uma correção que cubra, ao menos, o índice inflacionário
No cenário estadual, o reajuste é regido por uma lei que visa à integralização do piso nacional para a jornada de 20 horas. No entanto, o cronograma dessa lei está congelado entre 2024 e 2026. Com isso, os profissionais da educação sul-mato-grossense receberão apenas o reajuste geral anual, seguindo o mesmo índice aplicado aos demais servidores do Poder Executivo.
Em entrevista ao Jornal da Hora, na manhã desta segunda-feira (12), a presidente da Fetems, professora Deumeires Morais, falou a respeito das ações desenvolvidas pela entidade para garantir um reajuste digno e reforçou a necessidade de rever o piso dos funcionários administrativos. “Aqui no Mato Grosso do Sul nós temos orientado os presidentes dos municípios para não iniciar as negociações das redes municipais e que aguardem essa publicação para que a gente possa então iniciar as negociações. E o que nós temos feito nos últimos anos é investir no debate das carreiras.”, explica.
Além do reajuste salarial, desde abril de 2025, a Federação também têm realizado uma forte campanha para a realização de concursos públicos. De acordo com a presidente, atualmente, são cerca de 340 servidores no MS que aguardam a convocação em concursos já realizados e a abertura de um novo concurso.
“Nós entendemos que o concurso público traz não só a valorização profissional mas também uma maior qualidade para a educação pública, por isso fizemos um levantamento e identificamos mais de três mil vagas puras para concurso público. Com concurso público nós resolveremos também uma outra pauta fundamental que é a diferença salarial que existe entre professores efetivos e professores convocados”, relata.
Redação por Maria Luiza Massulo
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