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Instituído para conscientizar a respeito do diagnóstico precoce de três doenças crônicas e incuráveis: fibromialgia, lúpus e alzheimer; O fevereiro roxo é uma iniciativa brasileira fundamental para ampliar o debate acerca da melhoria da qualidade e de cuidados paliativos para pessoas com doenças ainda sem cura.
De acordo com a Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR), cerca de 3% da população possui fibromialgia, sendo que de sete a nove em cada 10 pacientes são mulheres. Sem exames que sejam capazes de identificar a doença, o diagnóstico costuma ser um processo demorado, baseado principalmente na análise clínica dos sintomas. Segunda relatos de pacientes, a síndrome causa dor em todo o corpo, principalmente nos músculos e tendões, além de provocar fadiga, distúrbios do sono, ansiedade, alterações de memória e de atenção, cansaço excessivo e depressão.
Em entrevista ao Jornal da Hora, na manhã desta quinta-feira (12), o médico reumatologista, Márcio Reis, deu algumas informações valiosas a respeito do diagnóstico e tratamento da Fibromialgia e do Lúpus e esclareceu alguns mitos que permeiam essas doenças.
“Antigamente acreditava-se que a fibromialgia era uma doença que pegava mais população jovem, mas hoje a gente sabe que ela vai aumentando ao longo do tempo, então você existe muito indivíduo idoso com fibromialgia também”, declara.
Diferente da fibromialgia, o lúpus, por sua vez, é uma doença de menor incidência e extremamente grave, podendo comprometer os rins e causar outras complicações permanentes quando não diagnosticada ou tratada corretamente. O lúpus é uma doença inflamatória crônica, autoimune, em que o sistema imunológico ataca os próprios tecidos, afetando órgãos como pele, articulações, rins e cérebro.
Mesmo sendo muito agressiva e sem cura, a doença pode ser controlada a partir do tratamento com medicamentos que diminuem as inflamações e a ação do sistema imunológico.O inchaço causado pelo uso de corticoides no tratamento do lúpus é um efeito colateral comum, que preocupa os pacientes.
O doutor explica que a interrupção do tratamento pode ser fatal. “Existe hoje uma quantidade grande de tratamento, mas o corticoide, que muitas vezes a gente usa nos pacientes com lúpus, tem um efeito mais rápido. Às vezes o paciente é um paciente grave e precisa ter uma resposta rápida, então usamos o corticoide, mas a tendência é usar pelo menor tempo possível e com a menor quantidade possível”.
Texto por Redação Grupo Hora
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Assista a entrevista na íntegra:
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