
Os incêndios florestais no Pantanal já acumulam 1.316 focos detectados pelo Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) nos últimos sete dias. Enquanto se alastra, o fogo faz vítimas entre os animais que vivem na região, dos bichos livres ao gado de corte.
As imagens que ilustram as consequências das queimadas chocam. Bois, teiús e cobras mortos por fogo e fumaça. Em outro registro, o gado cercado pelas chamas procura pelo melhor refúgio contra o calor.
Chuvas – Na manhã de quarta-feira (6), o Corpo de Bombeiros sobrevoou as regiões mais atingidas pelas queimadas no Pantanal – Corumbá, Miranda e Rio Negro – para dimensionar o impacto das chuvas registradas desde ontem.
Os relatos dos militares dão conta de que as precipitações começaram na noite de terça-feira, por volta das 22h30min na Fazenda Bodoquena – que agora concentra a Sala de Situação de combate ao fogo e a base de apoio dos Bombeiros. Foram registradas chuvas em outras regiões às 1h30min de hoje.
Segundo informações fornecidas pelo Cemtec (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima de Mato Grosso do Sul), as precipitações acumularam 1,2 mm em Corumbá, entre terça e esta quarta. São esperados 111,1 mm para o mês de novembro.
De acordo com Angelo Rabelo, chuva forte também atingiu a região do Pantanal do Rio Negro. O município de Rio Negro não tem estação do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), portanto não há dados pluviométricos detectados.
Além do Corpo de Bombeiros de Mato Grosso do Sul, militares do Distrito Federal, brigadistas do Prevfogo/Ibama (Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), Exército, Icmbio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade) e polícias Militar, Federal e Rodoviária Federal atuam na frente de combate às queimadas.
Ao todo, 138 pessoas estão envolvidas na operação Pantanal 2. Mais 31 bombeiros do Distrito Federal são aguardados para essa quinta-feira (7).
O reforço aéreo conta com três aviões Air Tractor, com capacidade para despejar até 3 mil litros de água por lançamento, além de helicópteros. Por terra, caminhonetes, marruá do Exército e caminhões pipa e de combustível dão suporte.
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