O Ministério da Educação (MEC) alterou em maio deste ano uma nova regulamentação para o ensino superior no Brasil. As mudanças atingiram principalmente a educação a distância (EAD), estabelecendo alguns limites para a modalidade de ensino, e criaram o formato semipresencial.

Em entrevista ao Jornal da Hora desta sexta-feira (11), o diretor de Inovação e Novos Negócios da Universidade Paranaense (UNIPAR), professor Gilliano Mazetto, falou a respeito das principais mudanças decorrentes da alteração.
Conforme ele, as mudanças visam a regulamentação do ensino EAD.
“A primeira grande mudança é que ele institui o semipresencial como modalidade. Depois ele também regula a presencialidade no EAD, dizendo que as práticas precisam ser presenciais. Ele também regula o funcionamento dos polos porque eles acabaram se pulverizando de forma incontrolada e isso comprometeu muito a qualidade”, disse.
O MEC estabelece que os cursos EAD devem ter pelo menos 20% da carga horária em atividades presenciais ou síncronas, e proibiu que os cursos de Medicina, Direito, Enfermagem, Odontologia e Psicologia sejam ofertados de maneira EAD. Além disso, no formato semipresencial, os estudantes terão pelo menos 30% de carga horária em atividades presenciais físicas e 20% de atividades presenciais ou síncronas.
Segundo o professor, a implementação do EAD no Brasil foi muito importante para garantir o acesso das classes C e D à educação superior. Agora, a regulamentação visa garantir a qualidade do ensino.
Outro ponto importante, foram as mudanças na formação de professores da educação básica, visando a qualidade do ensino. A partir da regulamentação, os cursos de licenciatura deverão ser ofertados nos formatos presencial ou semipresencial apenas.
“As licenciaturas, a formação de professor, deixa de ser EAD e passa a ser semipresencial. […] Não é que o MEC foi e travou a educação brasileira, pelo contrário, foi um movimento para qualificar melhor em algumas áreas, especificamente a área da saúde e a área da formação do professor. O ensino e a aprendizagem é um ensino de experiência. O futuro da educação é a retomada da experiência”.
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Texto por Reuel Oliveira
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