Governo Lula avalia repetir Temer-Bolsonaro e negociar com os EUA sobre aço

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou tarifas de 25% para importações de aço e alumínio

Foto: Ricardo Stuckert

Setores relevantes do governo Lula relataram à CNN que o melhor caminho para lidar a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de sobretaxar o aço é partir para uma negociação tal qual foi feita durante os governos Michel Temer (MDB) e Jair Bolsonaro (PL).

Setores relevantes do governo Lula relataram à CNN que o melhor caminho para lidar a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de sobretaxar o aço é partir para uma negociação tal qual foi feita durante os governos Michel Temer (MDB) e Jair Bolsonaro (PL).

A segunda, seria retaliar impondo sobretaxas a produtos americanos. Essa medida, segundo relatos de integrantes do governo, não resolveria a questão dos exportadores de aço brasileiro e também sinalizaria uma disposição para o confronto. Algo considerado negativo, tendo em vista que Trump acaba de assumir.

Logo, o terceiro caminho vem sendo o mais defendido por setores do governo. E há um histórico bem-sucedido pelo Brasil com o mesmo Donald Trump.

A primeira vez que Trump taxou o aço brasileiro foi em 8 de março de 2018, no governo Michel Temer. O Brasil decidiu na ocasião negociar para que seu produto não fosse alvo. A negociação caminhou até o dia 31 de maio de 2018, quando houve uma nova decisão de Trump sobretaxando o alumínio.

A primeira vez que Trump taxou o aço brasileiro foi em 8 de março de 2018, no governo Michel Temer. O Brasil decidiu na ocasião negociar para que seu produto não fosse alvo. A negociação caminhou até o dia 31 de maio de 2018, quando houve uma nova decisão de Trump sobretaxando o alumínio.

O primeiro efeito acabou ocorrendo em 29 de agosto de 2018, quando Trump flexibilizou as restrições ao aço. Em dezembro de 2019, incomodado com o que considerava um movimento de intensa desvalorização do real, Trump anunciou que a taxa do aço voltaria. Mas o governo Bolsonaro negociou e no dia 20 de dezembro o próprio presidente brasileiro informou que ele havia desistido da medida.

Esse histórico circulou por pelo menos parte das autoridades do governo Lula na segunda-feira (10) quando Brasília aguardava a oficialização da medida anunciada no domingo (9) por Trump sem saber ao certo como reagir.

A aposta é que o caminho da negociação deve prevalecer, mas com pelo menos duas dificuldades no novo cenário: o fato de o presidente Lula ter declarado apoio Kamala Harris dias antes da eleição americana e o da primeira-dama, Janja da Silva, ter xingado Elon Musk, homem forte da administração Trump.

Fonte: CNN