Após revogação de decreto, ACP reforça importância de diálogo e valorização dos educadores em Campo Grande

Foto: Maria Luiza Massulo

Após uma forte mobilização dos profissionais da educação pública, a prefeitura de Campo Grande revogou o decreto que regulamentava a prestação das aulas temporárias na Rede Municipal de Ensino e retirava gratificações relacionadas à titulação acadêmica dos profissionais. O decreto foi publicado no Diário Oficial na segunda-feira da última semana, 29 de setembro. 

Em entrevista ao Jornal da Hora, na manhã desta quarta-feira (8), o Presidente do Sindicato Campo-Grandense dos Profissionais da Educação Pública (ACP), Professor Gilvano Bronzoni, reforçou a importância dos investimentos realizados na educação para a população como um todo e pontuou as lutas que a classe tem traçado para promover a melhoria na qualidade do ensino entregue pelo município. 

“Quando a gente defende a educação e a valorização, ela não é só para o trabalhador. Quem é o maior beneficiário da educação quando a gente luta pela defesa da educação pública de qualidade? O cidadão campo-grandense, a família, a criança e o jovem. A cada real que você investe em educação você economiza quatro em segurança pública lá na frente. Economiza em saúde, assistência social e em vários pontos importantes também para a sociedade”, defende. 

O professor ainda afirmou que, por meio do sindicato, os profissionais têm disputado cada vez mais espaço nos orçamentos direcionados para a educação, mantendo contato direto com os representantes públicos, de forma que exista um diálogo propositivo envolvendo a Câmara Municipal de Campo Grande e o poder executivo. 

Os professores temporários, classe que seria bastante afetada pelo decreto, também é parte integrante do grupo defendido pelo sindicato e tem seu interesses defendidos pela organização. “Infelizmente nós não temos como não ter o professor temporário, até se nós tivermos cem por cento de professores efetivos na rede. Sempre vai ter os afastamentos médicos, as licenças e as nossas crianças ou jovens não podem ficar sem aula. Então o professor temporário é tão professor quanto o outro professor e a nossa situação funcional não nos difere na questão da qualidade”, conclui. 

Assista a entrevista na íntegra:

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