
A gravidez precoce, aquela que acontece ainda na adolescência, é um problema real e persistente, enfrentado diariamente por diversas meninas no Brasil. De acordo com dados do Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos, do Ministério da Saúde, entre 2020 e 2024, 1.531 meninas com até 14 anos foram vítimas de gravidez precoce em Mato Grosso do Sul.
É com o intuito de orientar o jovens na fase da adolescência, que, entre os dias 1° a 8 de fevereiro, acontece a semana de Prevenção da Gravidez na Adolescência. Em Campo Grande, a campanha é liderada pela jornalista e psicanalista Eliene Smith, em parceria com diversas entidades. Em entrevista ao Jornal da Hora, na manhã desta terça-feira (3), Eliene falou sobre as ações que estão sendo organizadas na Capital e a importância que a família têm ao conversar com os filhos a respeito do assunto.
Além de diversas sequelas psicológicas, a maternidade precoce também amplia as desigualdades sociais, já que muitas dessas meninas acabam deixando os estudos e, sem uma rede de apoio, encontram dificuldades financeiras. “Se o estado, a escola ou a sociedade não amparar essa adolescente, de alguma maneira, a gente vai jogar ela para a marginalidade, no sentido de ficar às margens da sociedade, e torná-la cada vez mais dependente do estado”, afirma.
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