Julho verde: Cirurgião ressalta importância do diagnóstico precoce do câncer de cabeça e pescoço

Entre 35 mil e 40 mil brasileiros, recebem anualmente o diagnóstico de câncer de cabeça e pescoço. Um dos principais desafios no combate à doença é o reconhecimento: cerca de 60% dos casos são descobertos em estágios avançados. 

Dr. Carlos Freitas nos estúdios Grupo Hora. Foto: Maria Luiza Massulo

Diante disso, acontece no mês de julho, a campanha Julho Verde, dedicada à conscientização, prevenção e combate ao câncer de cabeça e pescoço. 

Em entrevista ao Jornal da Hora desta quinta-feira (10), o cirurgião de cabeça e pescoço, Dr. Carlos Freitas, falou sobre a necessidade de divulgar a doença. 

Segundo ele, o câncer de cabeça e pescoço não é uma enfermidade incomum, sendo o câncer de boca um dos cinco mais comuns nos homens e o câncer de tireóide um dos cinco mais comuns nas mulheres. 

“Infelizmente a maioria dos casos chega em estágio avançado para tratamento. Isso é um problema porque no início a gente consegue a cura próximo a 100%. Uma doença avançada, no estágio quatro, como a gente chama, a chance de cura cai para 10% a 20%.

O diagnóstico tardio da doença poderia ser evitado. Conforme o Dr, a identificação do câncer de cabeça e pescoço é feito de forma rápida, desde que o indivíduo procure ajuda médica. 

“A maioria dos cânceres de cabeça e pescoço começam com uma ferida no lábio, na boca, na pele, ou um caroço na face ou no pescoço. Dor para engolir persistente ou uma mudança na voz de maneira persistente. Existem muitas doenças que podem apresentar-se dessa forma, mas nenhuma que não seja câncer vai se manter mais do que duas a três semanas. Então a chave é essa”, disse. 

O câncer de cabeça e pescoço pode atingir diversos órgãos, sendo os principais deles gengivas, língua, céu da boca, faringe, laringe, nariz e seios paranasais, glândulas salivares, tireoide e couro cabeludo.

Texto por Reuel Oliveira

Assista a entrevista na íntegra

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