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A promessa de uma capital sem favelas, acompanha Campo Grande desde o início dos anos 2000. A afirmativa, feita por diversos gestores estaduais e municipais, repetida incansavelmente, conquistou a população e se transformou em uma verdade. Essa crença condenou as periferias sul-mato-grossenses a uma invisibilidade perante o poder público e enfraqueceu por décadas a luta desses indivíduos pelo saneamento básico e outros serviços essenciais.
Atualmente, existem 62 favelas em Campo Grande, de acordo com a Associação das Mulheres de Favelas de Mato Grosso do Sul, e 22 mil pessoas vivem em áreas irregulares, sem acesso a serviços básicos como energia elétrica, água encanada e direito jurídico, em barracos de lona ou casas de alvenaria construídas em ocupações de espaços públicos ou privados.
A pauta, ignorada por décadas, ressurge em 2025, na busca por regularização fundiária e agilização dos processos. No dia 14 deste mês, o vereador de Campo Grande, Landmark Rios (PT), organizou uma audiência pública na Câmara Municipal, para discutir as possíveis soluções com a participação de lideranças de diversas ocupações.
Em entrevista ao Jornal da Hora, na manhã desta terça-feira (25), o vereador deu detalhes sobre o andamento do projeto e as próximas etapas, além de anunciar a entrega de 258 apartamentos populares, para famílias em situação de vulnerabilidade. “As inscrições vão até sexta-feira, dia 28, pelo site da Emha ou presencialmente na agência do Pátio Central aqui de Campo Grande. Caso a pessoa seja mãe solo, ou morando em favelas, tenha filhos com algum tipo de deficiência, ela pode declarar tudo isso e ganhar prioridade para receber este apartamento”, orienta.
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Assista a entrevista na íntegra:
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