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Neste domingo (7), as mulheres de Campo Grande se uniram ao movimento nacional “Levante Mulheres Vivas”, que aconteceu concomitantemente em diversas cidades brasileiras, para denunciar o aumento da violência de gênero e o número expressivo de feminicídios registrados em 2025.

Em Campo Grande, ao todo 150 mulheres se reuniram na Av. Afonso Pena com a 14 de Julho, pedindo por leis mais contundentes contra os agressores e exibindo cartazes com frases como “Menos tornozeleiras e mais mandados de prisão”.
Durante a passeata estiveram presentes diversas autoridades, lideranças e representantes públicos como a ex-ministra Cida Gonçalves, Pedro Kemp, Fábio Trad, Thiago Botelho e Camila Jara. Em suas redes sociais, a vereadora Luiza Ribeiro, que também esteve presente na manifestação, ressaltou a importância de se pensar em políticas públicas para as mulheres e a reformulação de uma secretária estadual especializada.
“Não realizar políticas públicas para as mulheres é ser contra a vida delas. O Estado do Mato Grosso do Sul tem uma das maiores taxas de feminicídio, segundo o Anuário Nacional de Segurança Pública e é um dos poucos estados brasileiros que não tem uma secretaria estadual de política para as mulheres”, defende.
De acordo com Luiza, as consequências desta falta são expressas em um orçamento defasado para investimentos relacionados à proteção das mulheres, e a ausência de uma equipe capaz de fazer as políticas públicas necessárias, além de atrasar e impedir que sejam corretamente aplicadas aquelas que foram conquistadas.
Somente neste ano, Mato Grosso do Sul já registrou 37 feminicídios. Dados da Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública) revelam ainda 1.819 casos de estupro, 75 tentativas de feminicídio e 18.508 registros de violência doméstica até 14 de novembro deste ano.
Texto por Maria Luiza Massulo
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