
A volta da malha Oeste e a reativação das ferrovias em Mato Grosso do Sul é uma reivindicação antiga não só daqueles que, nostálgicos, guardam o Trem do Pantanal com carinho na memória, mas também de representantes públicos, engenheiros e especialistas em logística.
Para um estado em desenvolvimento e que tende a se tornar uma rota comercial fundamental para o comércio internacional, as ferrovias são a saída para viabilizar essa expansão econômica, como uma alternativa estratégica para o transporte de produtos, sem sobrecarregar as rodovias.
De acordo com o ferroviário aposentado e ex-deputado federal, Manoel Vitório, o maior impeditivo para que o projeto saia do papel é o interesse de empresas privadas e estrangeiras, constantemente protegidas pelo Estado. Em entrevista ao Jornal da Hora, na manhã desta terça-feira (10), Manoel reforçou a luta e apontou os avanços adquiridos após anos de reivindicação.
“Esse lobby vem de fora, a partir da indústria automobilística, e muita gente embarca na onda. O nosso parlamento, deputados e senadores, baixaram a cabeça e foram entreguistas. Nós temos que defender o nosso país e o interesse nacional independente de partido. Nós precisamos de ferrovia e de trem de passageiros para o turismo”, defende.
Apesar dos impasses que impedem a reativação não só da Malha Oeste, mas o fortalecimento das ferrovias como um meio de transporte no geral, Manoel está otimista com as articulações envolvendo o governo estadual e federal. Segundo o ex-deputado, a pauta tem sido bem recebida pelas autoridades e consigo um grupo cada vez maior de apoiadores.
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Assista a entrevista na íntegra:
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