Marcelo Bertoni destaca força do agro e defende diálogo sobre demarcações e queimadas no Pantanal

Foto: Maria Luiza Massulo

As exportações de Mato Grosso do Sul (MS) atingiram um recorde histórico em 2025, totalizando US$ 5,79 bilhões até setembro, com destaque para produtos industriais como celulose e carne. Os números consolidam o setor agropecuário no estado como um dos principais pilares nos quais se sustentam a economia sul-mato-grossense nos últimos anos.

Em entrevista ao Jornal da Hora, na manhã desta sexta-feira (17), o presidente reeleito da Famasul, Marcelo Bertoni, abordou às diversas lutas traçadas pelos proprietários de terra em Mato Grosso do Sul, como a demarcação de terras indígenas e a ratificação da faixa de fronteira. Além disso, Bertoni também destacou a importância do setor para o estado e a vilanização do produtor rural, frequentemente responsabilizado por problemas ambientais que, segundo ele, não refletem a realidade do campo

“Nós, em trinta anos, saímos de um país importador de alimentos para ser o maior exportador líquido de alimentos. Em trinta anos fizemos do Brasil essa potência e é lógico que, por isso, a gente incomoda os outros países que colocam essas ONGs para virem até aqui. Algumas têm o caráter de boas ações, mas a grande maioria é mal-intencionada”, afirma. 

Na ocasião, o presidente ainda esclareceu dúvidas frequentes em relação às queimadas que comumente acontecem no Pantanal e sobre o manejo integrado do fogo, técnica tradicional utilizada a milhares de anos que utiliza das queimadas de forma estratégica para a diminuição da matéria orgânica presente no solo para evitar incêndios descontrolados.

Assista a entrevista na íntegra:

Leia outras produções do Grupo Hora