Megaoperação no Rio: Moradores relatam cenário de caos e medo na cidade 

Membros da facção utilizaram carros e ônibus como barricadas. Foto: Jose Lucena

Após dois dias da megaoperação que parou o Rio de Janeiro, moradores da cidade revelaram ao Grupo Hora o sentimento e o impacto da ação no seu dia. 

Ágatha Lorraina, 22, estava no centro do Rio de Janeiro durante a operação. Ela relata que após o início da Operação Contenção, os cidadãos tentaram retornar a suas casas em busca de segurança, o que gerou a superlotação do sistema de transporte público. Ela descreveu as cenas como um “The Walking Dead”, série que retrata o mundo em um cenário pós apocalíptico. 

Conforme Ágatha, as barricadas criadas pelos membros do Comando Vermelho (CV) a impediram de retornar a sua casa. 

“Eu tentei voltar para casa, estava tudo lotado, metrô lotado, ônibus lotado, as pessoas totalmente desesperadas, parecia The Walking Dead. Tive que dormir na casa de um amigo, porque o acesso até minha casa estava bloqueado, estavam usando ônibus como barricadas. Estava tendo muito arrastão na redondeza da minha casa. É realmente um cenário de terror no Rio de Janeiro e muito triste, a população aqui sofre”, disse. 

Bernardo Torres, 21, estava trabalhando durante a operação. Ao retornar para casa, ele relatou temer por sua vida, e a preocupação com seus familiares e amigos.  

“Foi um caos pra voltar pra casa, eu tive que voltar [do trabalho] mais cedo. Eu demorei uma hora para conseguir entrar dentro do vagão do metrô. Foi uma sensação de caos, muito medo e [estava] sem saber se eu ia conseguir chegar em casa. Eu não tinha certeza se meus familiares estariam bem, se eu iria ficar bem, se  meus amigos também iriam conseguir chegar em casa. Foi uma sensação de desespero, sem esperança de que fosse dar certo. 

A chamada Operação Contenção reuniu 2.500 agentes das forças de segurança em uma ação nos complexos do Alemão e da Penha. Foram registrados 121 óbitos, entre eles, quatro policiais. A operação é a mais letal da história do estado do Rio de Janeiro.

Texto por Redação Grupo Hora

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