
.
O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) iniciou uma investigação e reforçou a fiscalização para proteger a população diante do risco de consumo de bebidas alcoólicas adulteradas com metanol, substância tóxica que já causou mortes e intoxicações graves em estados como São Paulo e Pernambuco. Até o momento, não há registros de casos no estado, mas as autoridades alertam sobre os perigos dessa adulteração.
O metanol é um tipo de álcool industrial altamente perigoso, capaz de causar desde cegueira irreversível até a morte, mesmo em pequenas quantidades. Sintomas como dor de cabeça forte, náuseas, vômitos e visão embaçada após beber são sinais de alerta. Por isso, o MPMS solicitou informações a órgãos como a Delegacia Especializada em Crimes de Consumo, Procon, secretarias de saúde e associações de bares e supermercados, buscando intensificar a fiscalização e promover um controle efetivo.
Segundo o delegado da Decon, Wilton Vilas Boas de Paula, não há provas de que bebidas com metanol estejam sendo vendidas no estado até então, mas existem investigações sobre falsificações que envolvem o reuso de embalagens de marcas famosas para produtos de menor qualidade, prática que também oferece riscos à saúde.
A Vigilância Sanitária de Campo Grande reforça que ainda não detectou casos suspeitos nem apreensões de álcool adulterado, mas as ações preventivas continuam, assim como o monitoramento constante pelo Procon-MS para impedir a venda de produtos sem garantia de qualidade.
O MPMS orienta os consumidores a prestar atenção na embalagem, conferir lacres e rótulos, e a não consumir bebidas suspeitas, denunciando qualquer irregularidade às autoridades competentes. Essa atuação preventiva é essencial para evitar que os consumidores sejam expostos ao perigo do metanol.
Hora Notícias







