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Na madrugada deste domingo (22), Nilza de Almeida Lima, de 50 anos, foi a 3° vítima de feminicídio de Mato Grosso do Sul em 2026. Os principais suspeitos do crime bárbaro são o marido, Márcio Pereira da Silva, e o próprio filho do casal, Gabriel Lima da Silva, de 22 anos. Ambos foram detidos pela polícia e estão prestando esclarecimentos acerca do ocorrido.
De acordo com o relato de Márcio, o crime aconteceu durante a madrugada, enquanto não estava em casa. Ao voltar, o homem encontrou a mulher já sem vida e pediu ajuda a um homem que passava pela rua para acionar o Corpo de Bombeiros. À Polícia Militar, no entanto, o marido apresentou contradições no depoimento e comportamento agressivo, o que levou a sua detenção.
Tanto Márcio, quanto Gabriel, possuem outros registros de infrações e agressões morais, psicológicas e físicas, contra Nilza. Anteriormente, a mulher havia relatado ter sido ameaçada com uma faca por Márcio e declarou que o marido a agredia com chutes, tapas e empurrões, o que revela anos de uma convivência doentia e de um ambiente violento.
Feminicídios em MS
Os dois permanecem presos na Delegacia de Polícia Civil de Coxim, até que o caso seja resolvido. Enquanto isso, Nilza entra para uma das mais tristes estatísticas do nosso estado. No período de um ano, Mato Grosso do Sul tem enfrentado uma epidemia de feminicídios, somando 42 casos entre fevereiro de 2025 e fevereiro de 2026.
Com 3 casos registrados, antes mesmo do final de fevereiro deste ano. A história de Nilza nos lembra, de maneira dolorosa, que o extermínio contínuo de mulheres não é um problema findo em 2025 e deve ser tratado com seriedade pelo estado.
A violência contra mulher não pode ser tolerada e se apresenta de diversas formas, até chegar ao trágico fim, manchetado pelos grandes jornais. Agressões corporais, ameaças, humilhações, vigilância constante e violência patrimonial, como quebrar o celular, esconder o cartão do banco, controlar o salário ou estragar roupas, estão entre os crimes enquadrados na Lei Maria da Penha e devem ser denunciados.
A Central 180 funciona 24 horas, de graça, e a ligação pode ser anônima. Em caso de emergência, procure a polícia pelo 190.
Redação por Grupo Hora
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