Município precisa “canetar” e romper o contrato, declara Maicon Nogueira sobre o Consórcio Guaicurus 

Foto: Maria Luiza Massulo

Em entrevista ao Jornal da Hora desta quarta-feira (10), o vereador Maicon Nogueira (PP), que foi membro da Comissão parlamentar de inquérito (CPI) do Transporte Público que investigou a atuação do Consórcio Guaicurus, afirmou que a prefeitura de Campo Grande precisa “canetar” e romper o contrato.  

Segundo o vereador, o que falta é um enfrentamento com coragem. Maicon Nogueira afirmou que há no acordo firmado com o consórcio, uma cláusula que pode ser acionada pela prefeitura, para abrir portas para uma intervenção e até mesmo a caducidade do contrato. 

Maicon Nogueira no estúdio Grupo Hora. Foto: Maria Luiza

“Enfrentar com coragem, canetar. Existe a 15° cláusula do contrato que prevê a intervenção, que é a prefeitura nomear um novo diretor do consórcio. Aí há um prazo de 180 dias para averiguar porque não está conseguindo fazer a manutenção da frota, porque não compra frota, porque frequentemente atrasam os salários, e por fim, entendo que não tem como mais ser gerido, pede a caducidade, o fim do contrato”, disse. 

O vereador também ressaltou que com o investimento e com o lucro do consórcio, é inaceitável que as frotas sigam envelhecidas e em frequente diminuição. 

“Durante boa parte do contrato, o lucro da empresa foi milionário e acima do previsto, mas eles não trocaram a frota, não fizeram aquisições de novos ônibus, não fizeram planos preventivos de manutenção nessa frota. Não é normal que a gente pague caro em uma tarifa e em uma empresa que vem diminuindo o número de ônibus nas linhas e vem sucateando a qualidade”, disse. 

Atualmente, Campo Grande possui a maior tarifa de ônibus entre as capitais, e ao mesmo tempo, a frota mais envelhecida, segundo o vereador. 

Maicon Nogueira iniciou a petição pelo fim do contrato com o Consórcio Guaicurus. Até o momento, mais de 10 mil pessoas se uniram ao vereador na luta pelo fim do contrato. A petição está disponível de forma online, clicando aqui.

Texto por Redação Grupo Hora

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