
Após ter sido negado a abertura da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigação do Consórcio Guaicurus, o vereador que apresentou o requerimento para instaurar a CPI, Marcos Tabosa (PDT) afirma que “Isso não vai ficar assim”.
De acordo com documento apresentado pela Procuradoria Jurídica da Câmara Municipal de Campo Grande, o motivo pelo qual o requerimento foi negado, é por não cumprir os requisitos legais, fatos certo e determinado e o prazo da duração da CPI. Em entrevista ao Jornal da Hora nesta terça-feira (10), o vereador destacou que vai continuar investigando o Consórcio e encontrar um fato determinante. “Como que uma empresa que alega que tem prejuízo de quase R$3 milhões por mês continua trabalhando?”
O Consórcio Guaicurus tem sua concessão desde 2012, na gestão do então prefeito Nelson Trad. Com um contrato polêmico e suspeito, desde então passa por uma investigação, além de pedido de anulação. De acordo com Tabosa, nada mudou, a cidade continua tendo problemas em diversas áreas e nada é feito a respeito da situação.
“Não mudou nada desde a gestão de Nelsinho Trad. Continua tudo ai, tem problema no Guaicurus, tem problema nas Águas Guariroba, tem problema na Solurb, temos problemas em todo lugar. Os moradores de Campo Grande pagam os impostos. Isso é uma palhaçada”, declarou.
Na ocasião, o vereador sugeriu ao prefeito Marcos Trad (PSD) para que abra concorrência no transporte. A isenção de taxa para motoristas de aplicativos, além de novas opções, como Vans com 16 lugares, estão entre as sugestões de Tabosa. “Pega a concessão de volta e vamos tocar em frente. Zera todos os tributos dos aplicativos de transporte para ficar baratinho a corrida, libera Van de 16 lugares para transportar a população… A população está tendo prejuízo com o transporte coletivo”.
Ele complementou dizendo que o problema do Consórcio está na raiz, mas que se depender dele, vai investigar a fundo para que a população não se prejudique mais por conta disso. “A câmara de vereadores, a qual eu represento hoje, vai fazer a parte dela. Não tenha dúvida. Ninguém é paladino da moralidade, só que tem coisa que não dá para engolir. Eu vou fiscalizar o transporte coletivo. Eu vou achar um fato determinante” finalizou.
Confira a entrevista na íntegra
Por Evelyn Mendonça
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